Política
Secret�rio alerta policiais para puni��es
No mesmo evento em que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) destacou a ?missão árdua? assumida pelos novos soldados que iniciaram ontem suas carreiras na Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), em meio a uma guerra contra a criminalidade; o secretário de Defesa Social, coronel Dário César, adotou o tom áspero ao comentar a decretação da greve dos policiais civis, marcada para iniciar no próximo dia 26. Mas apesar do alerta do secretário sobre punições que poderiam atingir o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol/AL), os representantes da categoria garantem que a greve vai acontecer ?de qualquer jeito?. Durante a formatura dos novos soldados, na manhã de ontem, no Ginásio do Sesi, Dário César disse que o Sindpol deverá ?arcar com seus atos? por considerar que a decisão da desembargadora Nelma Padilha, do último dia 7, já teria decretado a ilegalidade da greve decidida em assembleia da categoria uma semana depois, na última segunda-feira (18). Governador ressalta investimentos Alheio ao debate sobre a greve da Polícia Civil, o governador Teotonio Vilela Filho preferiu ressaltar os investimentos feitos na segurança pública, em parceria com o governo federal. Ao discursar para os novos e novas praças da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), no Ginásio do Sesi, Vilela destacou a importância do trabalho de cada um dos soldados para a defesa dos alagoanos contra o avanço da criminalidade por meio da repressão à atuação do crime organizado no tráfico de drogas e do combate às diversas formas de violência. ?Vocês não têm um cargo público, tem uma missão: a de defender a população, a de lutar em favor da vida. Alagoas precisa e confia no trabalho de cada um dos formandos. Essa nova equipe chega em um momento importante para o Estado. Juntos, iremos lutar contra a criminalidade. Todos terão uma missão árdua daqui pra frente, porém gloriosa. Integram a segurança pública num momento importante e a sociedade acredita no trabalho que cada um desempenhará nas ruas?, disse o governador, diante dos 428 militares que atuarão no policiamento da capital.