Política
DEM tenta evitar desintegra��o em AL
Uma das consequências da fundação do Partido Social Democrático (PSD) para o Democratas (DEM), em Alagoas e no resto do País, pode ser até a extinção, avaliam políticos alagoanos de diferentes legendas, de oposição e governo, das esferas estadual e nacional. Mesmo tendo como presidente local um dos políticos de maior expressão do partido no País, o vice-governador José Thomaz Nonô, deputado federal por seis mandatos, o DEM em Alagoas não tem o mesmo peso político do PSDB e mesmo do PT ? ou até de legendas que no cenário nacional são consideradas inexpressivas, como o PMN. Por outro lado, é essa condição que deve garantir que os reflexos negativos para o DEM alagoano sejam menores que em estados como São Paulo. ?O DEM acabou?, avalia um dos políticos ouvidos pela Gazeta; ?ou segue a tendência de fusão com o PSDB ou vai morrer de inanição, vai ficar falando sozinho?, acrescenta. Novo partido altera conjuntura política A brecha na lei da fidelidade partidária citada pelo presidente do DEM de Alagoas, vice-governador José Thomaz Nonô, é a que garante ao político a possibilidade de trocar de partido sem perder o mandato apenas no caso de fundação de uma nova legenda. Mas esse atrativo serviu de oportunidade para filiados que se encontravam insatisfeitos buscarem outra legenda e embaralhou a conjuntura nacional e em cada Estado. Um dos políticos ouvidos pela Gazeta lembra que cargos de órgãos federais, do escalão regional, ainda não foram preenchidos porque o governo Dilma Rousseff espera para avaliar o tamanho do partido que nascerá e seu perfil de fidelidade ao Planalto. Se cumprir com alguns desses critérios, o PSD pode, sim, ganhar cargos. Outro exemplo de como a nova legenda mexe com as conjunturas locais, para além de enfraquecer o DEM, é a ida do prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), e de seu padrinho político, deputado federal João Lyra (PTB), para o novo partido. A articulação de envolver Almeida é, em parte, atribuída ao senador Renan Calheiros (PMDB), como forma de retirar um quadro importante do Partido Progressista, que tem à frente o também senador por Alagoas Benedito de Lira. Avaliação contestada pela sucessão de legendas que já tiveram o prefeito como filiado, antes do PP: PDT e PTB.