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Vilela diz que greves n�o trar�o ganhos

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Carneiros ? O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) afirmou ontem ? após a inauguração da duplicação da adutora em Carneiros ? que a crise junto a várias categorias do serviço público não acontece somente em Alagoas e usou a analogia do ?cobertor curto? para justificar o posicionamento do governo. ?Todos os governadores estão enfrentando esse problema e Alagoas é o Estado mais pobre da federação. É a velha história do cobertor curto, não há recursos suficientes para atender a todas as demandas. Com o pouco que temos, é preciso fazer uma política mais coerente e mais justa, e é isso que estamos fazendo. Pela primeira vez Alagoas tem uma política direcionada aos servidores, que é uma reivindicação antiga dos dirigentes sindicais e da CUT, que é a garantia do poder de compra dos salários?, declarou. Em entrevista para a Gazeta, o governador preferiu não comentar sobre a paralisação dos procuradores de Estado e dos fiscais de renda, programadas para a próxima semana. Ele fez questão de frisar que até hoje, a única categoria em greve é a dos policiais civis. ?Por enquanto só há uma greve em andamento, que é muito ruim para o Estado. Infelizmente é uma greve que não terá resultado de ganho para a categoria, porque o que era possível fazer nós já fizemos?, justificou. Tucano descarta recursos para a ALE O governador Teotonio Vilela Filho comentou também sobre o trancamento da pauta na Assembleia Legislativa, por conta do veto do governo ao aumento do salário dos deputados. Mesmo considerando justo o reajuste do subsídio dos parlamentares, o governador demonstrou que não deve ceder a pressões da Mesa Diretora da Assembleia, que tenta obter mais recursos para bancar o custo. ?Eles trancaram a pauta porque estão discutindo se devem manter ou derrubar o veto. O que eu tenho deixado muito claro a todos é que essa é uma decisão que compete somente à Assembleia Legislativa, e ela é que deve arcar com as consequências. Este ano não será possível aumentar o duodécimo, portanto, se decidirem derrubar o veto e aumentar os salários, que é uma coisa legítima e que tem todo o meu respeito, esse aumento precisa ser equacionado no âmbito do orçamento da Assembleia?, reforçou.

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