Política
Veto deixa Assembleia de m�os atadas
Um veto capaz de paralisar a Casa por quase quatro meses e levar o comando mais uma vez a uma tentativa quase desesperada de garantir recursos junto ao Executivo, mexe com os ânimos e levanta polêmica sobre o que a Mesa Diretora da Assembleia fará para bancar R$ 1 milhão a mais em suas contas todo mês. O dinheiro será necessário para garantir o pagamento dos subsídios dos deputados, que devem passar de R$ 9.600 para R$ 20 mil, e de servidores que têm os vencimentos atrelado ao teto salarial dos parlamentares. Na ALE não se fala em outra coisa. O veto deve ir à votação na próxima terça-feira e a principal aposta é que os dirigentes do Legislativo vão recorrer à suplementação, um recurso usado com frequência toda vez que a Assembleia se sente ?sufocada? em suas finanças. O presidente, deputado Fernando Toledo (PSDB), diz que esse é ?um problema interno da Assembleia? e que se os deputados derrubarem o veto ?nós arcaremos?. Há quem aposte que não. Governo descarta suplementação O secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, é enfático: se depender do Estado, a Assembleia não terá um real a mais. ?Não existe acordo nem possibilidade de suplementação no momento. O Orçamento do Legislativo foi amplamente discutido. Não havia condições de aumentar naquele momento e não há hoje?, afirma. Álvaro Machado nega que em 2010 o Orçamento da ALE tenha ficado em R$ 137 milhões graças a adiantamentos e suplementações. Segundo ele, foram repassados à Casa R$ 7 milhões em suplementação, além do adiantamento de um duodécimo, direito de qualquer poder, que já aconteceu em outras situações, conforme afirma. ?Mas o adiantamento foi inteiramente descontado no duodécimo de dezembro. Não houve de forma alguma repasse orçamentário de R$ 137 milhões. Também reitero que não há nenhuma condição de suplementar. A situação, de caixa do Estado não permite?, observa, ao mesmo tempo que lembra que foi graças ao adiantamento feito pelo governo que a Assembleia pagou o 13º dos servidores em 2010.