Política
Fiscais de renda voltam a parar 2� feira
Uma semana depois de realizar paralisação de advertência de três dias, os fiscais de renda decidiram suspender as atividades por mais cinco dias, a partir da segunda-feira que vem. A categoria reivindica o cumprimento de decisão que determina pagamento de gratificação por produtividade. ?O governo insiste em descumprir uma decisão da Justiça, que já cumpriu todas as etapas de julgamento?, disse Aderval Viana, vice-presidente do Sindicato dos Fiscais de Renda. Com a paralisação, segundo ele, ficam suspensos serviços nos postos de fiscalização na divisa com outros Estados, auditorias fiscais em empresas, fiscalização do recolhimento de impostos estaduais como o ICMS das mercadorias em trânsito, de correspondências a cargas que saem ou chegam a Alagoas por via aérea e terrestre. Servidores se mobilizam em cidades do interior alagoano O segmento agrícola reúne servidores de órgãos como o Instituto de Terras de Alagoas, Instituto de Meio Ambiente, Secretaria de Agricultura e da Companhia de Recursos Humanos e Patrimônio, que absorveu servidores de órgãos da área já extintos, como a Empresa Alagoana de Assistência Técnica (Emater). Por estar distribuída em todo o Estado, a categoria marcou três assembleias para decidir pela greve. Ontem foram realizadas plenárias em Arapiraca, região do Agreste, e em Santana do Ipanema, Sertão de Alagoas. Segundo Péricles Gabriel Barros, vice-presidente do Sindagro, na primeira cidade, a greve foi aprovada por unanimidade; em Santana, por maioria dos votos dos presentes. Em ambas, o quórum das assembleias foi de cerca de 70 servidores. Após manifestação, governo acena com reajuste de 7% | DA EDITORIA DE POLÍTICA Um dia após a manifestação dos militares que resultou na paralisação do policiamento nas ruas, o governo sinalizou com a possibilidade de conceder um reajuste linear de 7% nos salários dos servidores, em vez dos 5,91% anunciado em abril. O reajuste também seria parcelado em duas vezes, sendo 2,96% agora em maio e 4,04% em novembro. A proposta, porém, estaria condicionada ao fim do movimento grevista, que já resultou na paralisação das atividades na Educação e na Segurança Pública, devendo se estender para outras áreas. A proposta do novo índice de reajuste teria sido apresentada pelo secretário de Gestão Pública, Alexandre Lages, às lideranças sindicais das categorias em greve e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), mas encontra resistência por parte dos servidores. A CUT defende, no mínimo, o pagamento dos 7% de uma só vez, além da garantia de outras reivindicações das categorias.