Política
Esperando a presidente Dilma
Moradores da comunidade Brasil Novo, na periferia de Rio Largo, um dos municípios mais devastados pelas enchentes do inverno de 2010, vivem uma situação que tem provocado expectativas que superam a alegria de receber uma visita ilustre, por causa do contexto que também desperta decepção e indignação. É que antes mesmo de o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) anunciar que a presidente Dilma Rousseff seria convidada para a inauguração da primeira das 73 unidades de ensino do Estado a serem reconstruídas no novo modelo adotado pelo Ministério da Educação (MEC), os pais das crianças que se matricularam na Escola Municipal Industrial Luigi Bauducco esperam a chefe da Nação chegar para, finalmente, abrir as seis salas de aula para os 360 meninos e meninas iniciarem seus estudos, em três turnos, da educação infantil ao ensino fundamental. 73 ESCOLAS PARA CONSTRUIR Contatado pela reportagem na última sexta-feira (13), o secretário de Educação do Estado, Rogério Teófilo, afastou qualquer vinculação da demora da entrega da Escola Municipal Luigi Bauducco à espera pela vinda da presidente Dilma Rousseff para a inauguração. Teófilo explica que as declarações do governador foram provocadas pelas informações repassadas pelo então ministro interino da Educação, José Henrique Paim, sobre o interesse da presidente participar da inauguração. Teófilo é responsável pela aplicação dos R$ 122 milhões em recursos do Ministério da Educação (MEC) para a reconstrução de 73 escolas das redes municipais e estadual das cidades atingidas pela tragédia de junho de 2010, todas no novo padrão tecnológico. Ele considera que o fato gerador do que chama de ?falsa impressão? sobre a espera por Dilma teria sido uma declaração dada pelo secretário municipal de Educação de Rio Largo, Elvio Soares, em entrevista à imprensa.