Política
Estados discordam de reforma pontual
Brasília, DF ? Começa a fazer água a estratégia do governo de promover a reforma tributária apenas com mudanças pontuais. ?Não dá para discutir só os importados?, disse o secretário de Fazenda da Bahia, Carlos Martins, coordenador do Conselho de Política Fazendária (Confaz). Ele se referia à proposta do Executivo Federal de começar a discussão pela redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada nas mercadorias vindas do exterior. A mesma opinião foi dada por Osvaldo Carvalho, coordenador-adjunto da Administração Tributária de São Paulo. Por razões diferentes, eles acham que essa discussão tem de vir acompanhada de outras medidas que assegurem a integridade das finanças de seus Estados. Projetos serão mostrados em junho | GUSTAVO URIBE - Agência Estado São Paulo, SP ? O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse na última sexta-feira que a reforma tributária terá início em junho e será feita de maneira gradual, com a aprovação de medidas em áreas específicas. O petista garantiu que a presidente Dilma Rousseff está decidida a realizar a reforma tributária e que montou equipes nos ministérios para discutir o tema. ?Nós vamos apresentar já em junho alguns projetos de reforma tributária?, disse, após participar de debate promovido pela Fecomercio-SP. O líder do governo ressaltou que a reforma deve ter início com a desoneração da folha de pagamentos. Vaccarezza defendeu a ampliação da base de cobrança. Ele ainda confirmou que a reforma tributária irá tratar neste ano de outros temas, como a guerra fiscal entre os Estados, a simplificação da cobrança de impostos e a desoneração de setores produtivos, como o bens de capital e calçadista.