Política
Deputados trocam farpas em plen�rio
O clima voltou a esquentar ontem na Assembleia Legislativa. Dessa vez não mais por ameaça de invasão de servidores revoltados com reajuste de deputado, mas por desentendimento entre os próprios parlamentares, que transformaram o plenário da Casa em quase um ringue. A ?lavagem de roupa suja? começou quando o presidente Fernando Toledo (PSDB) anunciou o que todos já sabiam, mas até aquela hora pareciam não acreditar que ocorreria. A substituição do deputado Ricardo Nezinho (PTdoB) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo deputado Antônio Albuquerque, líder do partido. Estava instalada a polêmica, que acabou com a saída de Nezinho da sessão e, para completar, um recado nada ameno do estreante João Henrique Caldas (PTN) para AA, que ouviu calado JHC dizer que não aceita nenhum tipo de intimidação. Calado estava, calado ficou Antônio Albuquerque diante da resposta de JHC à afirmação de AA de que a ele não estranhava, nem chamava a atenção, ?que o deputado João Henrique Caldas não conheça o regimento?. JHC falava em aparte ao deputado Judson Cabral (PT), que iniciou a discussão sobre a proporcionalidade da representação dos partidos nas comissões permanentes da Assembleia, tema que dominou a sessão de ontem e fez o parlamento ?pegar fogo?. Formação de comissões é criticada Enquanto o deputado Ricardo Nezinho deixava a sessão indignado por ter sido destituído da Comissão de Constituição e Justiça, no plenário o deputado de primeiro mandato JHC mostrava a que veio. Judson Cabral e Antônio Albuquerque debatiam os critérios da proporcionalidade partidária para a composição das comissões da Casa, considerado injusto pela oposição e defendido por AA, quando JHC pediu a palavra para também tecer críticas à forma como as comissões foram compostas, que teria ?passado por cima do regimento interno?. Disse que os líderes não foram consultados em momento algum pelo comando da Casa. ?Deputado Judson, não poderia deixar de prestar informações sobre a questão do meu partido, o PTN, do qual eu sou o líder, e fui vítima também dessa estratégia, dessa imposição que nos foi colocada. Se nós fôssemos debater aqui diversos atropelos no nosso regimento interno, começaria pelo próprio regimento ao qual nós não tínhamos acesso?, afirmou e disse que no momento da composição das comissões os líderes de partidos ficaram sabendo ?através de uma lista que já estavam lá os nomes impostos. Não foi dada nenhuma chance de diálogo ou de abertura para que os líderes pudessem rever aquela proporcionalidade?, ressaltou.