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D�vida de AL pode ser reestruturada

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Alagoas pode reestruturar sua dívida pública com o governo federal, da qual paga cerca de R$ 500 milhões por ano só de uma parte dos juros. Deve receber mais R$ 795 milhões nos próximos três anos para a segunda e terceira etapas do Canal do Sertão e, de quebra, ganhou oportunidade para discutir diretamente com a direção da Eletrobras os problemas decorrentes das recentes e constantes quedas de energia no Estado. Esses foram alguns dos temas de pauta discutidos nessa quarta-feira, em audiência que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) teve com a presidente Dilma Rousseff. A reunião durou uma hora e dez minutos, de acordo com um dos integrantes da comitiva alagoana, ?foi muito produtiva e com agenda bem definida?, mas que não deixou de causar irritação à chefe do Executivo brasileiro, conhecida por suas atitudes enérgicas ? quando ainda assessora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ? quando o tema enveredou pelos problemas de fornecimento de energia elétrica. Governo espera pagar menos juros para ter folga de caixa A proposta do governo em relação à dívida pública é de mudar o indexador do contrato e reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa de juros que o corrige ? o que permitiria redução de um terço no montante dos encargos, ou R$ 200 milhões por ano. ?A dívida é impagável. São R$ 500 milhões por ano, R$ 40 milhões ao mês. E isso é só de um abatimento dos juros. O Estado não paga nada do principal da dívida?, disse o secretário de Planejamento, Luiz Otávio Gomes. Durante a audiência, a presidente Dilma Rousseff comunicou que vai convocar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para uma reunião na próxima terça-feira, com o objetivo de analisar apenas o caso de Alagoas, e na quinta-feira, o governador Teotonio Vilela Filho será recebido pelo ministro, para outra audiência, com esse mesmo objetivo. Canal do Sertão tem recursos assegurados A presidente Dilma Rousseff vai determinar a inclusão da segunda e terceira etapas do projeto do Canal do Sertão na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), informaram integrantes da comitiva de Alagoas que participaram de audiência ontem, no Palácio do Planalto. De acordo com representantes do governo do Estado, a principal consequência dessa inclusão é tornar os recursos ?incontingenciáveis?, ou seja: não sujeitos a cortes promovidos pelo próprio governo federal, para redução dos gastos públicos. Com a liberação dos recursos, a obra deve receber R$ 795 milhões nos próximos três anos. ?É uma ótima notícia porque basta lembrar que existem recursos do próprio Orçamento da União que vão entrar no montante da contingência?, comemorou o secretário de Planejamento, Luiz Otávio Gomes, que acompanhou o governador e o secretário da Fazenda na audiência.

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