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Briga por comiss�o reacende pol�mica

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Três meses se passaram e o que já deveria ser fato consumado, ainda gera polêmica e pode sofrer alterações na Assembleia Legislativa, nem que para isso deputados tenham de recorrer à Justiça para garantir um direito do qual se dizem alijados. A composição das comissões permanentes da ALE vem causando um ?rebu? na Casa e cobranças mil à Mesa Diretora, acusada de beneficiar grupos ligados ao comando do Legislativo, em detrimento de quem corre na contramão do processo. A insatisfação em relação à distribuição das comissões já era comentada entre os parlamentares desde que foi definida pelo presidente Fernando Toledo (PSDB), que alega que os líderes dos partidos perderam prazo para encaminhar à presidência os nomes para compor as comissões. No entanto, veio à tona quando, na terça-feira, 24, os deputados Ricardo Nezinho e Antônio Albuquerque, ambos do PTdoB, travaram uma discussão que terminou com a saída de Nezinho do plenário e a decisão de que a partir daquele momento não seria mais liderado por AA. PT quer tomar vaga de Albuquerque O deputado Antônio Albuquerque (PTdoB) pode chegar a nem ?esquentar a cadeira? da cobiçada Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que passou a integrar depois que destituiu o colega de partido Ricardo Nezinho e causou mal-estar no parlamento. Insatisfeito com a distribuição das comissões permanentes da Assembleia, o Partido dos Trabalhadores deve protocolar nesta segunda-feira, 30, na Casa, um requerimento pedindo que a vaga seja ocupada pelo PT e não pelo PTdoB. Os petistas se sustentam no critério da proporcionalidade para apresentar o pedido à Mesa Diretora e afirmam que estão dispostos a brigar para que o regimento seja cumprido. Enquanto o PT possui três deputados, o PTdoB, elegeu apenas dois, mas na divisão das comissões levou desvantagem e quer o que garante lhe pertencer. Na quinta-feira, logo após a sessão na Assembleia, a Gazeta conversou com o deputado Ronaldo Medeiros, líder do PT na Casa. Parlamentar de primeiro mandato, Ronaldo afirma não ter dúvida de que a vaga na CCJ é do PT e não do PTdoB. Ele diz que inicialmente vai buscar o diálogo, o entendimento, mas se isso não for possível, outras medidas devem ser adotadas. Deputados defendem revisão Os deputados Judson Cabral (PT) e João Henrique Caldas (PTN) defendem uma ação conjunta de todos que se sentirem prejudicados pelo processo de composição das comissões permanentes da Assembleia. Judson entende que se houver um acordo político as comissões podem, sim, ser rearrumadas, colocando os deputados naquelas com as quais possuem mais afinidade ou um trabalho na área, por exemplo, sem deixar de contemplar também o critério da proporcionalidade. A Gazeta perguntou se o PT estaria disposto a ir à Justiça para garantir um espaço maior nas comissões e a proporcionalidade prevista no regimento, por exemplo se o requerimento do partido não for levado em conta pela Mesa Diretora. Judson disse que pode, porque a coisa foi totalmente truncada, mas que isso vai ?depender de um entendimento? e afirmou que a oposição, que ?já é pequena, se não tiver um entrosamento, articulação, fica mais difícil do que um bloco atuando. Uma ação conjunta tem mais força do que uma ação isolada. Essa pode ser também uma estratégia?.

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