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Alvo de f�ria, ALE tenta evitar confronto

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Palco de histórias que envolveram brigas, acusações de desvio público e até morte, o imponente prédio da Assembleia de Alagoas, na Praça Dom Pedro II, passou a ser alvo da fúria de servidores públicos, revoltados com a falta de negociação salarial com o governo e ao mesmo tempo com o reajuste nos subsídios dos deputados, segundo argumentam. É por lá que passam e param os manifestantes sempre que põem ?o bloco nas ruas? para dizer não à proposta de reajuste oferecida pelo Executivo. Os protestos não ficam apenas em gritos e palavras de ordem. Vão além. Bombas foram arremessadas contra o prédio público, grades da praça destruídas e veículos de funcionários do poder atingidos. Cenas que prometem se repetir, já que até o momento governo e servidores não chegaram a um entendimento. Na sexta-feira, a Gazeta conversou com o deputado Fernando Toledo (PSDB), presidente da Assembleia, e questionou se ele iria determinar o reforço na segurança da Casa. Mesa Diretora também quer aumento Os constantes ataques ao prédio da Assembleia Legislativa não têm sido a única preocupação do comando da Casa de Tavares Bastos. Uma das dores de cabeça, que se arrasta deste as discussões do Orçamento para o exercício de 2011 é com as finanças do poder. O comando da ALE não desistiu de buscar um duodécimo maior. O deputado Fernando Toledo (PSDB) afirma entender o momento pelo qual passa o governo e principalmente a necessidade de ?soerguer a economia e as finanças do Estado?, mas reclama do duodécimo do poder. Ele compara com outros Estados e diz que o de ?Alagoas é o menor, proporcionalmente, do Brasil?. Com tantas dificuldades, como o senhor afirma estar passando o parlamento financeiramente, como está fazendo para manter a Casa?, perguntou a Gazeta. E a resposta foi: ?É um sacrifício. É roendo as unhas, com restrições mesmo?. Disse isso e saiu em defesa do Estado, para justificar que compreende por que o reajuste não foi possível. ?Quem manda na Assembleia sou eu? Embora negue qualquer tipo de mal-estar com o deputado Antonio Albuquerque, seu vice, Fernando Toledo é um dos alvos frequentes de corrigendas e ?lições? sobre o regimento interno da Assembleia. Incontáveis são as vezes que em plena sessão, AA pede a palavra para dizer que a presidência não estaria agindo de acordo com o regimento. Mas até aí, a história envolvendo AA e Toledo parecia não chamar tanto a atenção como no dia em que ao viajar o presidente deixou em seu lugar o vice. Ficou o primeiro dia, sem problemas, mas no segundo, do alto da Mesa Diretora, acusou Toledo de deixar os projetos trancados em seu gabinete. Disse que não iria no dia seguinte se a situação não estivesse resolvida e mandou um recado para Toledo. ?Quando ele voltar vou dizer que não faça mais isso?. Comissões podem sofrer mudanças O que até a semana que passou era considerado por muitos uma decisão quase impossível, foi tomada sem alardes e publicada no Diário Oficial do Estado para surpresa de quem apostava que o deputado Antonio Albuquerque (PTdoB) não seria destituído da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Foi. O parlamentar, que havia feito o mesmo com seu colega de partido, Ricardo Nezinho, mal assumiu a vaga na mais cobiçada comissão da Assembleia e viu cair por terra sua ?disposição? de se manter em três comissões, além de ser o vice-presidente da Casa. Atendendo a um requerimento do líder do PT, deputado Ronaldo Medeiros, que se utilizou para isso do regimento interno e argumentou que o critério da proporcionalidade não estava sendo observado, a Mesa Diretora acatou o pedido e a substituição de AA por Marquinhos Madeira (PT).

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