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Servidores organizam novo protesto

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Apesar da avaliação positiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL) sobre a última semana de negociação junto ao governo do Estado, o ?incidente? da prisão do capitão da Polícia Militar, Marcelo Ronaldson, após o protesto que resultou em depredação dos prédios das sedes dos poderes Executivo e Legislativo, na última quarta-feira (1), tornou-se mote para os movimentos sindicais realizarem mais um ?mega protesto? nas ruas do Centro da capital. Marcada para a próxima quarta-feira (8), a manifestação leva preocupação para as autoridades, que temem as consequências da exaltação de manifestantes das categorias que atuam na segurança pública e têm ido armados aos protestos. O próprio governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) já alertou aos grupos de manifestantes que que não vai mais tolerar o ?desrespeito ao Estado? e nem aceitará a ?desordem e a agressão à cidadania e ao zelo da coisa pública?. Vilela tem sido hostilizado, depois de ter dado uma sonora gargalhada, quando questionado pela Gazeta sobre a ?pressa? dos servidores em receberem um reajuste, durante o lançamento do programa Alagoas Tem Pressa, no dia 17 de maio. Governador se mantém longe da crise Enquanto as categorias traçam as estratégias para o ?mega protesto?, o governador inicia a semana de trabalho dando posse ao novo titular da pasta da Educação, o advogado Adriano Soares, na manhã desta segunda-feira. Durante a última semana, Vilela não participou de nenhum evento público no Estado, alegando uma crise de diverticulite na segunda-feira (30) e seguindo para agendas em Brasília e Pernambuco, no restante da semana. Entre as iniciativas de Vilela, em meio às manifestações e às palavras de repúdio à sua gestão, estão o reforço dos pleitos para a ampliação em R$ 650 milhões dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) junto à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, na quinta-feira (2), quando também visitou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, para demonstrar contrariedade ao pedido de extinção da 17ª Vara Criminal da Capital. E ainda se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que determinou ao Tesouro Nacional que busque uma melhor forma de equacionar a reestruturação da dívida pública de R$ 7 bilhões do Estado com a União.

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