Política
Novo reitor fala de planos e diz que palanque acabou
A partir do dia 4 de dezembro, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) terá um novo reitor. Eleito pelo voto direto, na quinta-feira que passou, Eurico de Barros Lôbo Filho, 54, vai comandar, juntamente com sua vice, a professora Rachel Rocha, a maior instituição pública de ensino superior do Estado. É uma responsabilidade e tanta, mas que ele acredita que será exitosa, já que há oito anos desempenha o papel de vice-reitor e afirma conhecer os meandros da instituição, que anualmente conta com um orçamento de R$ 300 milhões. Três chapas concorreram à eleição, marcada por troca de acusações, protestos e a insatisfação da oposição, principalmente com o apoio declarado da atual reitora Ana Dayse Dorea a Eurico Lôbo. Natural de Pernambuco, ele se considera alagoano de coração. ?Tudo o que eu tenho devo a Alagoas?, afirma o professor, que é bacharel em Química e doutor na mesma área, com formação na França. ?Guerra? nas urnas e projetos para futuro ?É um processo natural. Processo democrático, onde cada uma das chapas, dos concorrentes, se utilizam dos seus procedimentos que são naturais dentro de uma eleição. Agora entendo que foi uma eleição que teve uma participação extremamente expressiva da comunidade ? tradicionalmente os estudantes votam menos, não foi só nessa eleição ?, mas tivemos mais de 70%, 80% de professores e técnicos que participaram. Ocorrência [embate] durante o processo eleitoral é natural dos ânimos que estão um pouquinho exacerbados, enfim, mas eu espero que o palanque tenha sido desarmado no dia 8?. Apoio da reitora e vitória esperada ?Eu tenho 32 anos na universidade, onde tive a oportunidade de vivenciar todos os cargos. Acumulei experiência não só na universidade, mas fora da universidade. E nos últimos anos estive junto com a reitora como vice-reitor. Eu acho que isso, de certa forma, me dá um pouco mais de experiência dentro do processo de administração da universidade como um todo. Mas o que eu acho que é fundamental e está expresso nas urnas, sobretudo no conjunto de professores, que vivenciamos mais de perto, professores, pesquisadores, onde tivemos praticamente 70% dos votos. São pessoas que nos conhecem há muito mais tempo. E é importante lembrar que a nossa candidatura, ela foi vitoriosa nos três segmentos: estudantes, professores e técnicos. Isso para mim representa, sobretudo, o reconhecimento da comunidade acadêmica a um trabalho que vinha sendo feito e que é vitorioso?. Extensão e problemas nos campi ?A universidade, quando fez a extensão para o interior, fez centrada numa necessidade de ampliar o ensino superior público federal para a grande maioria dos alagoanos que não tiveram acesso ao ensino superior. Se temos problemas estruturais aqui ou lá, não são problemas que em momento nenhum podem mascarar o projeto como um todo. Vou dar um exemplo concreto: dos 14 cursos do interior que foram avaliados pelo Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais], nove tiveram conceitos ?bom? e ?muito bom?. Então, não podemos ficar batendo nessa tecla de expansão precária. Temos questões concretas sobretudo em Viçosa.