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Grevistas n�o s�o punidos pelo governo

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Aliviada a pressão das categorias de servidores públicos e anunciado o fim da greve dos policiais civis, na última terça-feira, o governo do Estado também resolveu aliviar no discurso sobre a punição aos grevistas. Em entrevista, ontem pela manhã, o secretário de Defesa Social, coronel Dário Cesar ? o mesmo que há poucas semanas referia-se à participação de militares em manifestações de protesto, como crime militar ? disse que, por decisão do governo, essa participação, inclusive as faltas ao trabalho durante a greve, não mais será punida. Ele não quis usar o termo ?anistia?, destacando que cada caso será analisado. Mas confirmou que o compromisso firmado pelo governo, em documento que foi encaminhado às entidades representativas dos servidores ? segundo o qual, os atos que dizem respeito às reivindicações não serão punidos ? passa a valer para as categorias policiais. Porém, deixou claro que isso não isenta de punição atos que tenham extrapolado o caráter reivindicatório e caracterizaram vandalismo e depredação do patrimônio. ?Esses serão apurados e os responsáveis serão punidos?, afirmou o secretário. Jacintinho ganha nova base comunitária O secretário de Defesa Social, coronel Dário Cesar, culpou a impunidade pelo aumento da criminalidade em Alagoas, apontado em números de homicídios revelados esta semana pela Gazeta. Reverter esse quadro, segundo ele, é uma tarefa que não se consegue da noite para o dia e que requer o envolvimento de todas as instituições. ?É preciso melhorar o sistema. Nos presídios alagoanos existem mil presos por crimes contra o patrimônio e 600 por crimes de homicídio. A impunidade é preocupante, porque o criminoso impune volta a delinquir. É preciso que haja uma mudança, e isso não é só um problema de polícia?, diz ele. Na verdade, avalia Dário Cesar, ?a polícia está para a violência como a aspirina está para a dor de cabeça. Os dois atacam o problema mas não resolvem suas causas, que, no caso da violência, estão na falta de emprego, nos jovens que estão fora do mercado de trabalho. Basta ver que 85% dos presos alagoanos não completaram o ensino fundamental. Então, enquanto as causas não forem tratadas, os números vão continuar aumentando?, admite ele.

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