Política
Governo faz balan�o da reconstru��o
Um ano depois da tragédia que atingiu 19 municípios alagoanos, o governo do Estado contabiliza o volume de recursos investidos na reconstrução, as obras que estão em andamento, mas ainda não pode comemorar uma única casa entregue às vítimas da enchente que perderam tudo, inclusive a moradia. Numa entrevista coletiva, ontem pela manhã, cercado de secretários de Estado, o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) falou que a ordem, agora, é agilizar os processos e acelerar as obras, e prometeu que, em 10 dias, apresenta um cronograma de entrega das obras de reconstrução. Ele foi designado recentemente pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) para coordenar o programa da reconstrução das cidades e, na sua avaliação o Estado andou bem nesse processo, durante este primeiro ano, ?mas poderia ter sido um pouco melhor?, admite, complementando que ?o bom satisfaz os medíocres. Eu vou perseguir o ótimo?, anunciou Nonô. Projeto exige mais R$ 125 milhões Os números divulgados durante a entrevista do vice-governador José Thomaz Nonô mostram que a reconstrução das áreas destruídas pela cheia em Alagoas vai custar mais de R$ 1,3 bilhão, só em recursos federais, fora o que é feito com recursos próprios. Só na área de habitação, R$ 713 milhões estão sendo investidos na construção de 17.762 moradias, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, por meio da Caixa Econômica Federal. Também foram liberados R$ 300 milhões para a infraestrutura; R$ 122 milhões para a Educação; R$ 75 milhões para a Defesa Civil e R$ 29 milhões para a Saúde. ?Ainda vamos precisar de mais R$ 90 milhões para recuperar prédios públicos e R$ 35 milhões para obras de acesso aos novos empreendimentos?, disse o secretário de Infraestrutura, Marcos Fireman.