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Ex-deputado vai a j�ri por assassinato

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Após quase seis anos, os desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) decidiram ontem, por unanimidade, levar a júri o ex-deputado estadual Délio Almeida. Acusado de mandar matar, em agosto de 2005, o motorista da Prefeitura de Satuba, Carlos André Fernandes, o ?Fiscal?, Délio Almeida ? que na época era vice-prefeito da cidade ? foi apontado como autor intelectual do crime por um dos executores, o assassino confesso: Luís Henrique Oliveira, que se valeu da delação premiada. Segundo os relatos de Luís Henrique, que compõem o processo judicial desarquivado pelo juiz Carlos Eduardo Canuto Mendonça, titular da comarca de Santa Luzia do Norte, que compreende o município de Satuba, Délio Almeida teria se aproveitado do cenário turbulento de Satuba para tentar incriminar o adversário político e ex-prefeito Adalberon de Moraes ? que já possuía processo pela morte de um assessor e do professor Paulo Bandeira (que foi queimado vivo dentro do próprio carro), num caso que ganhou repercussão nacional. No período, o motorista Carlos André Fernandes foi o alvo escolhido para execução porque boatos que circulavam na cidade colocavam a vítima como amante da também ex-prefeita Fátima Pedrosa, ex-mulher de Adalberon de Moraes. O objetivo do mandante era atribuir mais um crime a Adalberon. TJ julga processos envolvendo juízes Maioria dos processos contra os magistrados é de casos registrados nas comarcas do interior; alguns também foram retirados de pauta O pleno do Tribunal de Justiça voltou a julgar, ontem, uma série de processos administrativos envolvendo juízes de comarcas do interior de Alagoas. Num deles, dois magistrados foram punidos com pena de censura: José Netto, de União dos Palmares, e Aída Antunes, de São Miguel dos Campos. O processo administrativo envolvendo os dois diz respeito a uma decisão sobre uma Ação de Execução Fiscal. Outros dois processos, bem mais polêmicos, também estavam para ser votados na sessão de ontem do TJ, mas foram retirados de pauta por falta dos advogados. Um envolve o juiz Aécio Flávio de Brito, então titular da comarca de União dos Palmares. O magistrado tentou, por conta própria e ignorando a Corregedoria do TJ, retomar suas funções na comarca do município.

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