Política
Reajuste salarial � aprovado pela ALE
O índice não era o que os servidores do Estado reivindicavam, mas sem alternativa acabaram aceitando a proposta do governo e terão, retroativo ao mês de maio, um reajuste de 7% em seus contracheques. O projeto de lei de origem governamental foi aprovado ontem à tarde pela Assembleia Legislativa. Vai agora para a sanção do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e publicação oficial. O texto foi votado em regime de urgência, como já era previsto que o fosse, já que o governo corria contra o tempo para não ter que recorrer à folha suplementar para pagar os salários de maio e junho com o reajuste, o que poderia ocorrer se o projeto demorasse a ser votado e a folha tivesse sido rodada. Antes da matéria entrar em votação, o líder do governo, deputado Edval Gaia (PSDB), fez a defesa do Executivo. Falou do ?grande esforço do governo? e das muitas conversas com os servidores para dizer que o reajuste de 7% ?é o maior aumento? concedido por governos ?de todos os estados do Nordeste?. Disse ainda que ?o governo encontrou definitivamente a política que recupera os salários de todos os servidores?, e por isso, afirmou que ?gostaria que toda a bancada do governo e essa Casa votassem favorável à aprovação da matéria?. LDO é discutida em audiência pública Antes da sessão ordinária, o plenário da Assembleia deu espaço à audiência pública para debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que norteia as metas e prioridades da administração pública para o Orçamento do ano seguinte ? no caso 2012. A audiência foi convocada para as 13h30. Uma hora e meia antes do início da sessão ordinária. O que deveria ser um debate, acabou sendo ?atropelado? pelo curto espaço de tempo. Virou uma espécie de prestação de contas de representantes do Executivo sobre as ações do governo do estado. De tão curto o espaço entre a audiência e a sessão, o presidente da Comissão de Orçamento, deputado Gilvan Barros (PSDB), pedia que as falas, inclusive dos representantes do governo que foram fazer a explanação sobre a LDO e tirar dúvidas, fossem abreviadas em virtude da hora. Sem a presença de representantes da sociedade civil, a audiência contou apenas com a presença de deputados, integrantes do governo e de algumas outras instituições. Da sociedade, não se viu nem o rastro. Tempo ?enxuto? gerou insatisfação Para o deputado Judson Cabral, a audiência de ontem ?apenas serviu para se cumprir uma formalidade e eu falo muito à vontade porque desde que o projeto entrou nessa Casa que eu pedi para que fosse programada a sessão, para que pudéssemos divulgar, emitir os convites, dar publicidade. Essa é a forma de tornar as leis orçamentárias participativas. Infelizmente, ainda não foi dessa vez?. O colega de partido, Ronaldo Medeiros, também não se deu por satisfeito. O senhor se sentiu contemplado com essa audiência?, indagou a Gazeta ao parlamentar, que respondeu: ?Não. Olhe, o tempo da audiência foi pequeno para a relevância do tema, principalmente para o debate. O governo expôs; teve um tempo muito bom, mas a gente não. O Plano Plurianual, a LDO, necessitam de um debate bem maior do que o que ocorreu aqui?.