Política
Barbosa quer blindagem para sair
O vereador Ricardo Barbosa deve mesmo engrossar as fileiras do Partido dos Trabalhadores (PT). O convite já foi feito, mas a decisão do vereador depende, ainda, de uma decisão jurídica. Embora se diga isolado e perseguido dentro do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), pelo qual se elegeu, Ricardo quer a garantia jurídica de que a sua saída ? seja por decisão própria ou do partido ? não vai lhe render, futuramente, um processo de perda de mandato com base no argumento de infidelidade partidária. Por meio do advogado Marcelo Brabo, ele deu entrada numa Ação de Justificativa, junto à Justiça Eleitoral, onde pretende provar que, caso saia do PSOL ? o que é praticamente certo ? estará fundamentado numa justa causa. Crise com o partido começou nas eleições A saída de Ricardo Barbosa do partido que o elegeu já vem sendo esperada desde outubro passado, quando, em plena campanha para as eleições estaduais e federais, abriu-se uma crise entre ele e o grupo da vereadora Heloísa Helena ? então candidata ao Senado ? e do presidente estadual do PSOL, engenheiro Mário Agra, então candidato ao governo do estado. Na época, Ricardo teria questionado o fato de Heloísa e Agra não fazerem campanha para o candidato do partido à presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, e o fato de o candidato a primeiro suplente de Heloísa, Padre Eraldo, fazer campanha para Luiz Dantas (deputado estadual), Célia Rocha (federal) e Renan Calheiros (senador). Ele diz ainda que os filiados do partido, inclusive ele próprio, foram proibidos de utilizar as imagens de Heloísa e Mário Agra, atrelados às de outros candidatos do PSOL.