Política
Lenilda n�o est� livre de press�o no Incra
Mesmo com histórico de militância política com os movimentos sociais, a atual e recém-empossada superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, Lenilda Lima (PT), não está livre das pressões produzidas pelas bases sociais, que aguardam mais celeridade nas ações do órgão federal responsável pela reforma agrária no País. O aviso é dos próprios representantes dos principais movimentos agrários que atuam em Alagoas: MST, CPT, MLST e MTL. Embora todos tenham uma relação de cordialidade com a nova superintendente, e tenham até pressionado para a nomeação de Lenilda Lima para o cargo, os movimentos afirmam que manterão o diálogo com autonomia e independência para pressionar por mais agilidade na ações e medidas destinadas ao homem do campo. Sem-terra esperam um canal de diálogo Para o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Alagoas, Carlos Lima, além do desafio de administrar a falta de recursos do Incra, a atual superintendente terá que cumprir a difícil tarefa de desvincular as atividades do orgão da política. ?A identificação dos movimentos sociais com a Lenilda é grande. Mas os desafios também. Ela tem apoio incondicional, mas também terá cobranças. Até porque é costume o Incra ser usado durante o período eleitoral como ferramenta para atrair votos. E isto tem que acabar porque prejudica a política de reforma agrária?, diz Carlos Lima, ao defender uma limpeza no orgão para evitar maus costumes de gestões anteriores. É o que também defende a coordenadora nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), em Alagoas, Débora Nunes, ao enfatizar que a indicação de Lenilda Lima para o Incra foi importante para os movimentos sociais agrários por se tratar de uma pessoa que entende o processo e a necessidade dos investimentos no campo. Posse já era esperada pelos movimentos Antes de Lenilda, quem estava à frente do Incra era Estevão Oliveira, cuja gestão foi encerrada com denúncias de vendas de lotes da reforma agrária Sai o superintendente interino Estevão Oliveira (PT) ? que estava no cargo há pouco mais de um ano em substituição ao ex-superintendente Gino César, que se afastou do cargo devido ao processo eleitoral de 2010 ?, assume a professora, presidente municipal do Partido dos Trabalhados (PT) e dirigente da CUT, Lenilda Lima. Com nomeação publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira passada, a posse de Lenilda Lima era algo esperado com ansiedade pelos movimentos sociais. Tanto que no começo do mês, o coordenador da CPT, Carlos Lima, afirmou durante a abertura da Feira Camponesa que os movimentos precisavam de um ?cabeça? à frente do órgão. ?Cabeça? esta que já apontava para o nome da líder sindical Lenilda Lima.