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Collor defende pol�tica industrial agressiva para atrair investimentos

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CAÍQUE MARQUEZ / EDITOR DE POLÍTICA O ex-presidente Fernando Collor de Mello, candidato ao governo do Estado pela Frente Popular Trabalhista, esteve ontem no auditório da Casa da Indústria, ministrando palestra para centenas de empresários. Na ocasião, ele respondeu a vários questionamentos da classe empresarial e declarou que a criação de uma política industrial agressiva, fundamentada no oferecimento de uma educação básica de qualidade, formação profissional e investimento em infra-estrutura são os pontos principais para atrair investimentos e aumentar a oferta de empregos em Alagoas. ?Precisamos criar um processo de industrialização rápido, integrado com o que temos de vantagem para oferecer, além de um conjunto de medidas, incluindo leis e decretos, que dêem ao industrial, que deseja investir no Estado, segurança de que seus investimentos serão respeitados. Alagoas precisa de um governo com mentalidade empresarial e parceiro da iniciativa privada. É preciso implantar vertentes econômicas que demonstrem que Alagoas é viável?, destacou o ex-presidente. Iniciativa privada Ele acrescentou que a retomada dos projetos para o Pólo Multifabril de Marechal Deodoro e a revitalização do Distrito Industrial de Maceió são fundamentais para aumentar a oferta de empregos. ?Alagoas é o Estado recordista em índice de desemprego no País. Em cada dez pessoas, sete estão sem trabalho. É necessário formular uma política de geração de emprego com base no fortalecimento da iniciativa privada. A vocação para o empreendedorismo está se destacando agora no Estado. Essa nova mentalidade é fundamental para o crescimento econômico?, salientou. Collor criticou o marasmo da economia alagoana e destacou que a estagnação econômica se deve à falta de uma política inteligente, capaz de alavancar a industrialização do Estado. ?Pagar o salário do funcionalismo em dia é um dever, é uma obrigação do governo. Eu não conheço outro Estado brasileiro onde o calendário de pagamento do funcionalismo vira notícia de primeira página de jornal. Só aqui em Alagoas?, acrescentou. Estagnação O ex-presidente voltou a comparar a situação de Alagoas com Sergipe e lembrou que o Estado vizinho sempre registrou indicadores socais e econômicos inferiores aos de Alagoas. ?Hoje a situação se inverteu. Em pouco mais de quatro anos foram implantadas em Sergipe mais de 140 empresas e indústrias, gerando mais de 50 mil empregos diretos. Para se ter uma idéia, em pleno pique de produção a indústria açucareira alagoana emprega 100 mil pessoas?. A estagnação econômica também atinge o setor turístico. O ex-presidente Collor considerou os problemas de balneabilidade das praias de Maceió como um dos responsáveis pela queda do fluxo turístico na capital alagoana. ?A maioria das praias de Maceió está imprópria para o banho; praticamente do Pontal da Barra a Cruz das Almas, ninguém deve tomar banho de mar. Isto é grave, porque afugenta o turista; a falta de saneamento é um problema sério que precisa ser resolvido urgentemente?, salientou. Comissão Collor defendeu a criação de uma comissão formada por técnicos de alto nível, vinculados às secretarias da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio e Procuradoria Geral do Estado, com a finalidade de recepcionar potenciais investidores e divulgar as vantagens e benefícios oferecidos por Alagoas para a implantação de novas indústrias. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra, declarou que essa idéia também é defendida pela entidade, que se propõe a oferecer apoio técnico e instalações físicas para o melhor funcionamento da comissão. O ex-presidente declarou, ainda, que pretende implementar mecanismos de defesa para o mercado de trabalho alagoano. ?Nos concursos públicos realizados ultimamente, verificamos que 80% dos aprovados são de outros Estados. Precisamos reverter esse quadro e priorizar nossa mão-de-obra. Para isso, podemos fazer com que as pessoas que forem se inscrever em concurso tenham que apresentar comprovante de residência de, no mínimo, cinco anos no Estado. É importante promover um entendimento da legislação que preserve nossos interesses?, finalizou Fernando Collor.

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