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Ricardo Barbosa se filia ao PT

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Cerca de 110 novos filiados ingressaram no Partido dos Trabalhadores em cerimônia realizada ontem à noite. A grande maioria vem do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), entre os quais o vereador Ricardo Barbosa. Seu ingresso nas fileiras petistas foi o mais comentado na ocasião, pela quantidade de aliados que trouxe da legenda que saiu e, em especial, pela polêmica que o encerramento de sua trajetória psolista desencadeou e os questionamentos jurídicos que desencadeará a partir de agora. O PSOL deve acionar a Justiça Eleitoral para pedir o mandato na Câmara, alegando que a mudança se constitui em infidelidade partidária. Ele alega que sofria perseguição ? uma das exceções em que a lei eleitoral prevê o direito de um político trocar de partido mantendo seu mandato. Vereador relata ?constrangimento? O pedido de desfiliação que o vereador Ricardo Barbosa encaminhou à legenda que integrava, o PSOL, é uma carta de 14 laudas em que ele relacionou episódios, declarações, medidas e circunstâncias que, segundo diz, tornaram insustentável sua permanência na legenda. No documento, ele também fez críticas à direção do partido, nas esferas municipal, estadual e nacional e, em especial, às duas principais lideranças da sigla em Alagoas: o presidente do diretório regional, Mário Agra, e a vereadora Heloísa Helena. Barbosa começou o relato lembrando o que definiu como primeiro vexame pelo qual passou, ao entrar para a Câmara de Vereadores graças ao quociente eleitoral. Ele obteve nas urnas 453 votos, mas a votação obtida por Heloísa Helena (30 mil votos ? a maior obtida para a Câmara) garantiram ao PSOL duas cadeiras no Legislativo de Maceió.

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