Política
TCU aponta ilegalidade em obra do Dnit em AL
São Paulo, SP ? Um novo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), obtido pelo Jornal Nacional, aponta superfaturamento de mais de R$ 78 milhões em obras do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit). Ao todo, 73 obras comandadas pelo Dnit em rodovias brasileiras estão sendo fiscalizadas pelo TCU. Os técnicos do tribunal já descobriram superfaturamento nos contratos de execução de seis obras. Todas fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em Alagoas, o problema está na conservação e recuperação da BR-101. O caso foi revelado há 15 dias pela Gazeta, numa reportagem que mostrava os braços do PR na superintendência do Dnit no estado. No Paraná, foram reprovadas as obras de construção da BR-487 e do contorno rodoviário do município de Maringá, na BR-376. No Pará, o problema foi na pavimentação da BR- 230. Já no Rio Grande do Norte, o problema está nas obras de melhoria da BR-101. Em Rondônia, na construção da BR-429. Diretor em Alagoas nega irregularidades O superintendente do Dnit em Alagoas, Fernando Fortes Filho, foi procurado ontem à noite pela Gazeta para explicar a denúncia feita pelo Jornal Nacional. Ele disse que não há irregularidade alguma no processo de contratação de empresas para a manutenção e recuperação da malha rodoviária federal no Estado. Segundo ele, ?não há sequer uma empresa contratada?, e a culpa de toda ?confusão? é dos auditores do TCU. O que houve, ainda de acordo com o diretor, é que o Dnit avaliou as rodovias federais em Alagoas como ?pista regular?, o que implica em gastos maiores de manutenção. Com isso, os valores apurados foram repassados para os documentos. ?O problema é que veio um auditor do TCU pra cá e avaliou tudo como ?pista boa??, revela Fernando Fortes. E como a pista está ?boa?, os valores de manutenção das rodovias caem consideravelmente, abrindo assim, segundo o diretor do Dnit, margem para informações desencontradas ? principalmente nos valores.