Política
Dono de construtora culpa o governo
A paralisação das obras do restaurante popular do bairro do Benedito Bentes foi causada por ?incapacidade administrativa? do Estado, em especial da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades). A colocação é dos representantes legais do empresário Roberto de Albuquerque Cotrim Júnior, gerente-geral e dono da construtora Cotrim Engenharia, que só recebeu o primeiro pagamento pela obra cinco meses depois de iniciado o serviço ? e com valor abaixo do que deveria receber. ?Só viemos a saber que o valor pago era menor quando nos foi pedida a nota fiscal?, disse o empresário. Ontem, Cotrim e seu advogado Felipe Cajueiro Almeida, receberam a reportagem da Gazeta e contestaram as informações fornecidas pela Secretaria: de que abandonara a obra, deixando a construção paralisada. Por meio de seu advogado, Cotrim pediu direito de resposta. Pendências com banco pioraram o caso O empresário Roberto Cotrim fez uma cronologia da execução de seu contrato com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), que o contratou para construir o restaurante popular do Benedito Bentes. Segundo ele, após vencer a licitação lançada pela secretaria para escolher quem executaria a obra, assinou o contrato em 28 de dezembro do ano passado. Mas outro documento fundamental, a ordem de serviço (que autoriza o vencedor de uma licitação a começar a trabalhar) não foi assinada ? como deveria, logo após o contrato ? porque havia pendências do governo junto à instituição financeira. ?Informamos que, para solicitação de autorização de saque de recursos, segue abaixo a lista dos documentos necessários, cujos modelos, devidamente atualizados, deverão ser obtidos nas Agências da CAIXA (sic) mais próxima desse Tomador?, diz comunicado oficial do agente financeiro.