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Política

Governo e empres�rio n�o se entendem

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Enquanto a construção do restaurante popular no bairro do Benedito Bentes continua paralisada, para angústia daqueles que aguardam com expectativa sua abertura, Estado e empresa contratada para a realização do empreendimento seguem ?jogando? um para o outro a responsabilidade pela situação que foi parar nas barras da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Ontem, o secretário de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social, Marcelo Palmeira, reafirmou que a culpa pelo atraso e paralisação da obra é de inteira responsabilidade do diretor-geral e dono da construtora Cotrim Engenheira, Roberto Albuquerque Cotrim Júnior. No dia anterior, o empresário havia procurado a Gazeta para afirmar justamente o contrário: jogar toda a culpa para o Estado. Dessa vez, o secretário Marcelo Palmeira não ficou apenas no campo das acusações. Ele apresentou uma vasta documentação para provar que a construtora abandonou a obra e que o responsável, simplesmente desapareceu. Os documentos, inclusive uma nota fiscal no valor de R$ 30.874,04, correspondentes à obra efetuada. Desse montante, foram descontados R$ 3.396, correspondentes à Guia da Previdência Social (GPS), estabelecida por lei. Cotrim nega ter abandonado a obra A Gazeta voltou a tentar falar com o empresário Roberto Cotrim, mas ele não atendeu às ligações. Em seu escritório, os telefonemas também não foram atendidos. Na quinta-feira, ele disse à Gazeta, em matéria do repórter Felipe Farias, que a paralisação da obra do restaurante popular no Benedito Bentes foi causada por ?incapacidade administrativa? do Estado, em especial da Secretaria de Assistência Social. Por meio de seu advogado disse que a empresa está estudando ?as medidas adequadas?. Afirmou ainda, também por meio do advogado Felipe Cajueiro, ter sido surpreendido ?pela forma como as informações foram apresentadas? e disse que, de modo algum, a empresa ?deu causa à suspensão da obra?.

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