Política
Combate � pobreza exige entrosamento
No dia seguinte à visita da presidente Dilma Rousseff a Alagoas para o lançamento do Plano Brasil sem Miséria, acadêmicos e o próprio governo do Estado repercutiram o desafio proposto pela chefe da Nação de erradicar a miséria na unidade da federação que detém os piores índices nacionais de pobreza absoluta e extrema. Para o governo, a meta não é fácil de ser atingida, mas já estaria em andamento. Já os estudiosos se dividem em considerações positivas sobre a iniciativa oficial e avaliações que veem como improvável se alcançar a erradicação de uma miséria acumulada durante séculos de desigualdade. Com base em dados de 2009, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constatou quase metade (47,7%) dos cerca de três milhões de alagoanos vivendo em pobreza absoluta, com menos de meio salário mínimo per capita mensal. Ainda mais grave é a situação de 676,7 mil alagoanos, 21,3% da população, sobrevivendo em pobreza extrema, com menos de R$ 136,25 mensais por pessoa, um quarto do salário mínimo de R$ 545.