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Estudantes denunciam discrimina��o pol�tica

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DORGIVAL JÚNIOR Sucursal Costa Dourada ? Os estudantes da rede estadual de ensino de Maragogi, que foram convidados a participar, quarta-feira passada, de uma palestra de conscientização política no salão da casa paroquial da cidade, declararam que o encontro resultou em um ato de discriminação política contra o candidato ao governo do Estado, o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo os estudantes Élson Oliveira Lima e Edmilson Oliveira Pinto, alunos do colégio estadual Batista Acioly, a palestra acabou em discussão com parte dos estudantes se retirando da reunião. ?Começaram falando sobre o importância do voto e depois do Collor dizendo que ele não é compatível para o governo. Só falaram contra ele?, frisou o estudante Élson Lima. Os estudantes informaram que o convite para participar da palestra foi realizado em sala de aula. ?Eles disseram que deveriam ir cinco alunos de cada sala ou quem tivesse interesse. Perdemos aulas importantes. Pensávamos que se tratava de uma reunião para abordar assuntos da escola?, frisou Élson Lima, acrescentando que o comunicado foi dado pelos próprios professores. Os dois alunos não souberam identificar os nomes dos palestrantes, alegando que a reunião contou também com a presença da diretora da 10ª Coordenadoria Regional de Ensino da Secretaria Estadual de Educação, Antônia de Pádua Feraz. O estudante Edmilson Pinto informou que uma palestra semelhante também foi efetuada na cidade de Matriz do Camaragibe. ?Um dos palestrantes disse que podia votar em qualquer um, menos no Collor?, frisou Edmilson Pinto. A diretora da 10ª Coordenadoria Regional de Ensino, Antônia Feraz, declarou que a reunião foi realizada com a finalidade de promover, apenas, um encontro de sensibilização e conscientização do voto não só com os estudantes mas com grupos de jovens do município. Segundo ela, no encontro não foi registrado direcionamento tendencioso, alegando que os estudantes não foram incentivados a deixar de votar em determinado candidato ao governo do Estado. A coordenadora se recusou a informar os nomes dos palestrantes, alegando que os encontros vêm sendo realizados em todo o Estado por grupos de igrejas, ONGs, entre outros. A diretora-geral do colégio estadual Batista Acioly, Gilda Campos, declarou que só teve conhecimento do tumulto na casa paroquial após o término do encontro. O secretário da Diocese de Maragogi, Francisco Lima, informou que o salão da casa paroquial foi cedido para sediar um encontro com jovens. De acordo com ele, a realização de algum ato político não é de responsabilidade da Igreja. A representante do Ministério Público da Comarca de Maragogi, promotora Francisca Paula, esclareceu que ainda não havia tomado ciência do fato. Segundo ela, as pessoas que se sentiram prejudicadas com a palestra devem entrar com uma representação no Ministério Público.

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