Política
OAB pede afastamento de comandante
O Corpo de Bombeiros de Alagoas se vê às voltas com mais uma denúncia de suposta ilegalidade que teria sido praticada, novamente por seu comandante, o coronel Neitônio Freitas dos Santos. Depois do veículo da corporação que foi emprestado a um grupo de evangélicos para viagem à Bahia, dessa vez o coronel é acusado de fraudar ata de reunião de coronéis e praças que decidiu pela promoção de um capitão a major. A OAB pede, inclusive, que o coronel seja afastado do cargo pelo governo. O documento é datado de 1º de agosto e consta do boletim reservado da corporação. Nele, a promoção é realizada como se presentes estivessem a uma reunião que não existiu três coronéis que nunca botaram o pé no gabinete do comandante para conversar sobre a tal promoção, tampouco deliberaram a favor ou contra. O assunto veio à tona depois que um dos coronéis recebeu a ata, vinda do gabinete do comandante, para assinar e se recusou a fazê-lo afirmando haver indícios de ilegalidade. Em vez de assinar, o coronel elaborou um documento no qual dava ciência aos demais coronéis que o nome deles constava da ata, quando eles não tinham comparecido à reunião alguma. Conselho e MP analisam a denúncia Ao tomar conhecimento das denúncias contra o comandante do Corpo de Bombeiros, o advogado Marcelo Brabo, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas, encaminhou ofício ao presidente do Conselho Estadual de Segurança, Paulo Brêda, por meio do qual relata os fatos e diz ter visto ?com grande preocupação notícias sobre suposta fraude? na corporação. Ao documento, ele anexa material jornalístico e afirma que as notícias que apontam para a ilegalidade, ?maculam a imagem, conceito e bom nome, atingindo não apenas a corporação, bem como os que a integram e exercem com zelo, denodo e dedicação suas atividades?. Marcelo Brabo alerta para informação dando conta de que uma campanha estaria sendo articulada pela população para não mais pagar a taxa de incêndio, ?o que, por certo, traria prejuízos não apenas para a corporação, como para a coletividade?.