Política
Popula��o de Palestina quer interven��o
Palestina ? A decisão do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE) de pedir a intervenção na Prefeitura de Palestina, no Sertão do Estado, acende o estopim de uma crise antiga que tem deixado a população irritada e sem esconder a insatisfação com o prefeito José Alcântara Júnior (PP), acusado de tratar não apenas as contas públicas com descaso, mas também a população que o elegeu para dois mandatos seguidos. Ausente do município de pouco mais de cinco mil habitantes desde a semana passada, o prefeito que palestinenses dizem não ter sido visto por trás do fumê de seu carro desde o término da campanha de 2010 também não foi localizado pela reportagem para falar sobre os motivos que o impediram de entregar as prestações de contas de todo ano de 2010 e dos seis primeiros meses deste ano. A ausência da entrega do detalhamento das despesas do município, aliado à reprovação das contas de 2005 pelo TCE fizeram Palestina ser incluída no Cadastro Único de Convênios (Cauc), considerado o SPC do poder público. Segundo vereadores de oposição, desde 2005 o município não firma convênios com o governo federal. Educação no município é caótica Se o prefeito não baixa o vidro do carro, a secretária de Educação de Palestina, Ana Paula Oliveira Souza, não demonstra nenhum acanhamento ao parar em frente a uma pequena manifestação formada por professores insatisfeitos e sorrir. A atitude tomada pela gestora enquanto a Gazeta entrevistava o grupo foi traduzida pelos educadores. Mas eles dizem que não se trata de simpatia ou cordialidade, apesar da recorrência da manifestação. O sorriso captado pelas lentes do repórter fotográfico José Feitosa seria pura provocação, deboche. Tal atitude já teria até resultado na demissão de um professor concursado, Damião Nogueira, que ganhou na Justiça o direito de retomar as funções nas salas de aula, onde estudantes admitem que não têm tido acesso regular à merenda há três semanas. Vereadores já falam em cassar mandato de prefeito Três vereadores oposicionistas tentam convencer seis de seus colegas governistas a assinarem um pedido de impeachment do prefeito José Alcântara Júnior. Além da ausência de prestação de contas, o eventual julgamento político no âmbito da Câmara Municipal de Palestina pode resultar no afastamento definitivo do chefe do Executivo e terá como base as informações de duas ações civis públicas, uma ação de improbidade administrativa que o prefeito responde na Justiça Comum, além da recente ação penal por compra de votos, pela doação de terrenos, que tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL). Os vereadores Cláudio da Silva Faleiro, o ?Cláudio Cabudo? (PSC), e Ronaldo Nicácio, o ?Tostoio? (DEM), procuraram a reportagem para comunicar que, junto com a também oposicionista Marilene Pereira da Cruz, buscam mais duas assinaturas para a abertura de processo de impeachment contra o prefeito. PALESTINA EM NÚMEROS População: 5.112 habitantes Eleitores: 3.840 votantes Território: 48,8 km² Empresas: 34 Alunos: 1.498 estudantes em 2009 Escolas: 12 municipais e uma estadual Postos de Saúde: três