Política
Almeida 'bombardeado' pelo PPS
A cena de uma aliança política sendo apresentada aos eleitores é sempre eivada de elogios múltiplos, simbologias que remetem à ideia de união, amizade, compromisso e confiança mútuos. Há sete anos, o maceioense assistiu a uma aliança política nascer entre um candidato derrotado no primeiro turno na eleição de 2004, Régis Cavalcante (PPS), e o então radialista Cícero Almeida (PP). O compromisso era tão firme que Almeida, eleito prefeito, entregou ao aliado do PPS o comando da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Mas tudo se desfez em pouco mais de um ano após a vitória, em meio a denúncias de irregularidades na contratação da empresa fornecedora de merenda escolar, dirigidas pelo prefeito ao então aliado e presidente estadual do PPS. Faltando cerca de um ano para as eleições de 2012, o Diretório Estadual do PPS, desde abril deste ano, utiliza a estrutura partidária ? da inserção na TV ao site do partido ? para direcionar um verdadeiro bombardeio contra Cícero Almeida. Câmara também é alvo do partido Ao criticar o prefeito Cícero Almeida, alguns textos publicados no site do Diretório do PPS em Alagoas também fazem acusações e ilações graves contra a Câmara de Vereadores de Maceió. O motivo da gravidade é que, além de criticar a decisão política tomada pelos vereadores de não investigar os contratos da coleta do lixo na capital em uma comissão especial de investigação (CEI), o PPS sugere que a proposta de aumento do número de vereadores na capital ?aumentaria as bocas para o banquete com o dinheiro público?. Em uma das publicações, depois de relatar a possibilidade de Almeida ser alvo de mais uma denúncia do Ministério Público, por ter autorizado aditivos aos contratos das empresas acusadas de irregularidades na coleta de lixo, o PPS se refere ao Legislativo Municipal como ?Câmara da injustiça?. E sugere que mais de R$ 56 mil teriam sido gastos pela Câmara para festejar ?o fim do semestre, o fim da CEI que deveria investigar o gasto injustificado feito pelo prefeito Cícero Almeida, o aumento do duodécimo para R$ 42,3 milhões e o presente de R$ 4 milhões para a reforma da Casa Legislativa?.