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PF indicia Albuquerque por crime eleitoral

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À tarde ele estava na sessão da Assembleia Legislativa como se nada tivesse ocorrido. Pela manhã, no entanto, foi ouvido pela Polícia Federal (PF), de onde saiu indiciado sob a acusação de compra de voto. Antônio Albuquerque (PTdoB), vice-presidente da ALE, que está no quinto mandato consecutivo e foi o terceiro deputado estadual mais votado nas eleições de 2010, com 43.304 votos, teria contratado cabos eleitorais para comprar parte desses votos no pleito que garantiu seu retorno à Casa. O parlamentar foi indiciado pelo delegado Felipe Correia, que responde interinamente pela Delegacia de Segurança Institucional da PF de Alagoas. Negou a prática criminosa, mas não escapou do indiciamento. O inquérito foi instaurado a pedido do Ministério Público Eleitoral, segundo o qual cada voto seria comprado por R$ 50. Duas mulheres foram presas na véspera das eleições com uma quantidade de dinheiro que chamou a atenção da Justiça Eleitoral. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, a polícia encontrou o dinheiro com as suspeitas e em depoimento descobriu a ligação delas com Albuquerque. As mulheres também foram indiciadas e negaram que o dinheiro estava sendo usado para comprar votos. Deputados fazem elogios ao governo Os tucanos e o grupo de sustentação do governo na Assembleia afiaram o discurso ontem e durante a primeira sessão ordinária da semana fizeram uma defesa enfática do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Também saíram em defesa do secretário do Orçamento, Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes. O secretário vem sendo alvo de denúncias de uso da máquina pública em favor de clientes de sua empresa particular. Até então, os deputados do chamado grupo de situação ainda não haviam se pronunciado publicamente sobre a denúncia. O primeiro a falar foi o deputado Gilvan Barros (PSDB), que da tribuna da Casa começou seu pronunciamento citando reportagem publicada na Gazeta, na qual Luiz Otávio não apenas se defende das acusações, mas diz que Alagoas vai se transformar ?numa potência? na próxima década. Num tom de empolgação, Gilvan Barros se referiu a Luiz Otávio como um homem ?sereno?, porém ?magoado, machucado?. Falou ainda de calúnias contra o secretário e disse que ?Alagoas vive um novo momento, um tempo de crescimento, de industrialização, de geração de emprego e renda. Nós temos que fazer justiça?, afirmou o tucano.

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