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Presidente do Tribunal de Justi�a critica a PM

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O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sebastião Costa Filho, lamentou ontem a morte do subtenente José Roque Carlos, de 49 anos, assassinado na noite de segunda-feira. Ele também criticou a falta de preparo, o número do efetivo policial e a obesidade da tropa da Polícia Militar. Durante entrevista coletiva, na sede do TJ, ao comentar a possibilidade do envolvimento de um adolescente no crime, ocorrido no pátio da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), ele chegou a defender mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso ganhou repercussão nacional ontem. ?No efetivo tem policiais barrigudos, inclusive as femininas, que não têm condições de dar uma carreira se for preciso. Há quinze dias, por exemplo, quando estive na Esmal, percebi isso e determinei mudanças porque tinham pessoas que não poderiam fazer nada se houvesse uma necessidade?, disse o presidente do TJ estadual. Quando falou com a imprensa, ele tinha acabado de chegar do velório do militar. Ao relembrar quando foi avisado sobre o crime, Costa Filho disse que as primeiras informações dão conta do envolvimento de três pessoas. Colete podia ter evitado tragédia Quando o presidente do TJ terminou de falar aos jornalistas, o corpo do subtenente José Roque começava a ser sepultado, no Cemitério Parque das Flores. Sob um clima de emoção e revolta, parentes e amigos renderam homenagens ao militar. Quando seu corpo deixou a capela em direção da sepultura, foi homenageado com honras militares. Três salvas de tiros foram feitas. Entre um discurso e outro, familiares eram embalados por cânticos religiosos. A distância, mas não menos consternado, o subcomandante da PM, coronel Dimas Cavalcante, acompanhou toda a cerimônia. Ele não falou com a imprensa sobre o caso. Ao seu lado, o comandante do Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Gilmar Batinga, relembrou que conviveu com o colega militar no 1º Batalhão da PM. ?A PM perde muito com sua morte. Infelizmente, ninguém está livre disso. A violência está em todo local?, disse Batinga lamentando a morte do companheiro de farda. Ladrões queriam roubar arma | MAURÍCIO GONÇALVES - Repórter Testemunhas e policiais militares que atuam na Escola Superior de Magistratura (Esmal) acreditam que os dois suspeitos que atacaram o subtenente José Roque Carlos queriam apenas roubar a arma dele, um revólver 38. A polícia procura outras linhas de investigação para o assassinato, mas pessoas que viram a ação dos bandidos afirmam que eles pareciam estar drogados e só queriam levar a arma do militar, que tentou impedi-los. ?Ele estava fazendo ronda na calçada e os marginais tentaram pegá-lo de surpresa, mas o policial tentou se defender e foi atingido por três tiros. Eles pegaram o revólver e fugiram num Chevette verde?, conta uma testemunha que tem medo de se identificar. A sede da Esmal ficou fechada ontem, em sinal de luto pela morte do militar que fazia parte do Batalhão de Policiamento de Guarda (BPGD).

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