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Justi�a autorizou entrada de obesos na PM

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A Justiça autorizou o ingresso de alunos no Curso de Formação de Praças (CFP) da PM que tinham sido reprovados no teste de aptidão física. O contingente dos que recorreram às ordens judiciais para entrar na Polícia Militar como soldado levou a corporação a ter de abrir novas turmas para acomodar cerca de 90 a 100 alunos, que devem se formar no final do ano. Os alunos chegaram sedentários, em condicionamento físico classificado como ?zero?. Esse tinha sido o motivo da reprovação deles no teste de aptidão física, uma das etapas do concurso de acesso ao CFP. Numa das turmas, havia aluno com 158 kg, que não conseguia fazer uma flexão em barra (aquela em que se eleva o corpo usando a força dos braços) e caminhava com dificuldade. Ainda assim, os responsáveis reconhecem que durante o curso, que começou em fevereiro e se encerrou no início deste mês, as turmas se superaram e todos os alunos obtiveram a média 5,0 para aprovação. Comandante defende preparo da tropa | MAURÍCIO GONÇALVES - Repórter Após as queixas do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Sebastião Costa Filho, contra ?policiais barrigudos que não têm condições de dar uma carreira?, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luciano Silva, chama a atenção dos militares que estão fora de forma. ?Recebemos esta declaração do desembargador como uma crítica construtiva, serve como alerta individual, para cada um que está acima do peso. Não é só uma questão estética, é de saúde?. O comandante disse não querer polemizar, mas saiu em defesa do preparo físico da tropa, frisando que a crítica não reflete o peso de toda a corporação. ?Como qualquer instituição, a PM tem suas dificuldades, não é composta 100% de atletas, mas tem uma boa maioria, cerca de 70%, em boas condições físicas?. Apesar da defesa, um cálculo simples mostra que 30% do efetivo de 8 mil militares têm uns quilinhos a mais para correr atrás dos bandidos. Ou seja: 2.400 policiais acumulam gordura. Polícia busca autor de disparos contra PM Quanto ao assassinato do subtenente Roque, o comandante da PM revela que o serviço de inteligência já recebeu informações e está bastante engajado nas investigações, com o reforço da Radiopatrulha e do Bope, para dar apoio à Polícia Civil nas investigações. ?Temos informações sobre suspeitos, e a relação deles com o tráfico é uma possibilidade, mas esta é apenas uma das linhas de investigação?, informa. Apesar dos informes da PM, o delegado do 1º Distrito Policial (1º DP), Alcides Andrade, afirma que ainda não há suspeitos e o crime é de difícil solução. ?Estamos em contato constante com a P2 (serviço de inteligência da PM), o material deles também é pouco ainda, não é muito diferente do que a gente tem, mas hoje este crime é a nossa prioridade absoluta, por se tratar de um agente de segurança pública, fardado, no seu local de trabalho, que não se trata de um lugar qualquer, foi na Escola de Magistratura do Poder Judiciário?, frisa o delegado. MG

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