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Acampamentos viram favelas no interior

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O Estado de Alagoas voltou a aparecer no noticiário nacional de maneira que passa longe da ?agenda positiva? que o governo se esforça para mostrar. Reportagem do Jornal Nacional veiculada na edição de ontem à noite classifica como ?campos de refugiados? os acampamentos dos desabrigados das enchentes de 2010, que completaram um ano em junho passado. Com base nesse mesmo espaço de tempo, a equipe do JN No Ar atenta para o fato de que as barracas doadas aos desabrigados não foram projetadas para suportar tanto tempo em situação adversa. Resultado: ?Muitas estão se desfazendo, rasgando, e os moradores precisam improvisar para continuar morando nas barracas?, afirma o repórter André Luiz Azevedo, escalado pelo JN para mostrar como os acampamentos se transformaram em imensas favelas no interior de Alagoas. A equipe de reportagem percorreu três das 19 cidades destruídas pelas enchentes em 2010: Branquinha, Santana do Mundaú e União dos Palmares, onde o banheiro coletivo estava trancado com um cadeado ? retirado do lugar logo após a equipe de reportagem deixar a cidade. Miseráveis da Somália são exemplo de refugiados | LÍLIAN TOURINHO - Com agências internacionais A realidade dos assentamentos em Alagoas é mesmo desesperadora para a reportagem do Jornal Nacional, exibida ontem à noite. O jornalista André Luiz Azevedo disse que viu uma situação análoga aos campos de refugiados. Ele se refere aos milhares de assentados que vivem miseravelmente fugindo da Somália. Atualmente, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), cerca de 875 mil somalis se refugiaram em países vizinhos após se verem forçados a emigrar por causa do longo conflito, a seca e a crise de fome que assolam o seu país. O Quênia abriga 90% dos refugiados (497.768 somalis), seguido por Iêmen (191.875), Etiópia (160.701) e Djibuti (17.749), informou o Acnur em comunicado divulgado em Nairóbi. Os números da agência da ONU mostram que, só do início deste ano até o último dia 14, 234.743 somalis buscaram abrigo em solo queniano.

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