Política
Governador culpa burocracia por atrasos
O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) comentou ontem pela primeira vez, durante solenidade de inauguração na capital, a reportagem em que o Jornal Nacional classifica como ?campos de refugiados? os acampamentos dos desabrigados pelas enchentes em Alagoas. Na avaliação dele, as etapas que cada uma das obras demandam nos municípios dificultam bastante o andamento dos projetos ? o que explicaria principalmente o atraso na entrega das casas. ?Estamos realizando um trabalho sem precedentes, mas isso demora. Precisamos desapropriar, fazer terraplenagem, dependemos de alguns procedimentos das prefeituras, que às vezes atrasam. Isso leva um tempo. Mas as obras estão andando, e este ano queremos entregar mais de duas mil casas. Estamos muito dedicados a esse processo?, disse o governador. Maceió pode ficar 60% saneada Teotonio disse que o seu governo deve alcançar a meta de garantir saneamento em 60% da cidade de Maceió. Quando ele assumiu, segundo o secretário Marcos Fireman, da Infraestrutura, a cobertura era de apenas 24%. ?Já elevamos para 40% e vamos trabalhar para cumprir a meta de deixar com 60% até o fim do governo?, disse Fireman, em entrevista, durante a solenidade que inaugurou os anéis de interligação da rede de distribuição de água aos Distritos de Medição e Controle (DMCs). De acordo com a Seinfra, a implantação dos anéis também permitirá melhoria na gestão das pressões de água na região, evitando o desperdício. As obras estão sendo realizadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); de convênio celebrado entre a Casal e a Sabesp (Sistema de Abastecimento do Estado de São Paulo), e do próprio governo de Alagoas, num total de R$ 28 milhões.