Política
C�cero Ferro e Jo�o Beltr�o voltam � ALE
A Assembleia Legislativa voltou a ser o centro das atenções na tarde de ontem. Quando todos os holofotes se voltavam para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde o deputado João Beltrão (PRTB) foi diplomado por procuração, a Casa recebia de volta o deputado Cícero Ferro (PMN), que perdeu a eleição, ficou na condição de suplente e retornou depois que o colega de coligação, Maurício Tavares (PTB) protocolou requerimento solicitando licença de 121 dias para ?tratar de assuntos de interesse de saúde?, conforme texto lido e aprovado em plenário e distribuído por sua assessoria. A licença, que começou a contar no dia de ontem, abriu espaço para Cícero Ferro ocupar novamente uma cadeira no Legislativo e evitar qualquer possibilidade, enquanto parlamentar estiver, de ter problemas com a Justiça. Isso porque, desde que perdeu o mandato, Ferro teve prisão preventiva decretada pelo desembargador Orlando Manso, que sob a justificativa de manter a ?garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria?. Propriedade de imóvel é questionada Durante a sessão, uma polêmica dominou parte das discussões: a venda de um imóvel que pertenceria à Assembleia Legislativa. No imóvel, localizado no Farol, próximo à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), funcionou o extinto Instituto de Previdência dos Deputados de Alagoas (Ipdal). Ontem, o deputado Edval Gaia (PSDB) apresentou um requerimento verbal questionando a presidência da Casa se o patrimônio havia sido cedido ou para a ALE ou para o governo do Estado. Ele disse que teve a informação de que o imóvel é do Estado e estava sendo vendido por particular. O questionamento suscitou a curiosidade dos deputados em relação ao destino do imóvel e a quem de fato pertence. O presidente Fernando Toledo (PSDB) decidiu criar uma comissão de deputados para acompanhar o andamento do caso, quando o deputado Marcelo Victor disse que há algum tempo a presidência já havia solicitado ao procurador da ALE que buscasse informações sobre o imóvel e que seu antigo proprietário havia ganho uma ação judicial.