Política
Prefeito paralisa servi�os em Paulo Jacinto
Paulo Jacinto ? Cerca de 1.500 alunos da rede municipal de ensino estão sem aulas desde a última sexta-feira, 19, no município de Paulo Jacinto, a 99 quilômetros da capital, após o prefeito do município, Marcos Lisboa (PSB), determinar o fechamento das escolas. A mesma decisão suspendeu também o atendimento médico nas unidades do Programa Saúde da Família (PSF), a limpeza urbana e o funcionamento de vários órgãos da administração pública municipal. A razão, alega o prefeito, é a falta de recursos para custeio das ações de saúde e educação. Segundo ele, a Câmara Municipal da cidade se nega a aprovar um pedido de remanejamento das verbas do orçamento 2011, o que lhe deixa ?engessado? para administrar a cidade. Para Marcos Lisboa, os vereadores da oposição, que têm controle sobre a presidência da Câmara, ?anteciparam a campanha eleitoral do próximo ano?. MP dá prazo para problema ser resolvido O embate político já chegou ao conhecimento do Ministério Público Estadual, cuja representante no município, a promotora Marluce Falcão, deu prazo de cinco dias para que o prefeito apresente informações sobre a suspensão das aulas e do atendimento médico na cidade. A bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Paulo Jacinto também quer informações detalhadas sobre a suplementação de 35% do orçamento de 2011, cuja dotação prevista é superior a R$ 23 milhões, para emitir parecer ao projeto de lei 008/2011 enviado à Câmara. ?Sem essas informações não podemos votar o pedido de suplementação. Seria inconstitucional, conforme os termos do artigo 167 da Constituição Federal?, argumenta o vereador Júnior Ribeiro, ex-aliado do prefeito Marcos Lisboa. Ele alegou não haver motivos para a medida adotada pelo prefeito, já que os recursos para a educação e saúde são federais. Lisboa afirma que há ?politicagem? O prefeito afirma que, sem a suplementação que pediu, a prefeitura não dispõe de recursos para custear as despesas da administração, sendo difícil até mesmo manter o pagamento do funcionalismo. ?Os vereadores criaram um impasse político que inviabiliza o trabalho. É politicagem?, reclama ele. Por sua vez, a vereadora Taís Alves nega que a postura dos oposicionistas tenha componente político. ?O primeiro pedido só foi aprovado porque ele tem maioria na Casa. Todos nós votamos contra pelas irregularidades que o projeto apresentava, como ter sido aprovado em junho com vigência retroativa a março. Seis meses depois ele pede mais dinheiro, e sem explicar onde será gasto??, questiona a presidente da Câmara. O colega dela Júnior Ribeiro ressalta que o pedido de suplementação está sendo analisado em caráter de ?urgência urgentíssima?, conforme solicitação de Marcos Lisboa, mas a votação depende das informações que o Legislativo solicita.