Política
Deputados implicam com nova Emater
Nem bem a mensagem do projeto de lei recriando a Emater chegou à Assembleia, ela já causa polêmica. A matéria, de origem governamental, foi motivo de críticas pela oposição durante a sessão de ontem. O deputado Ronaldo Medeiros (PT) usou a tribuna da Casa para falar do que considera ?uma brincadeira? e dizer que da forma como o projeto foi elaborado, ?tudo continuará como antes, na terra de Abrantes?. Explicou o porquê de suas afirmativas. ?O projeto fala na criação de unidades descentralizadas por região e ao mesmo tempo já vem pedindo autorização para terceirizar ou por Pessoa Física ou Jurídica. Ou seja, a terceirização vai continuar. É a mesma situação que já existe hoje na agricultura?, disse. O parlamentar disse ainda que o projeto não cita, por exemplo, ?quantos técnicos agrícolas, engenheiros e outros profissionais ligados ao setor vamos ter na nova Emater. Em vez disso, fala, sim, nos cargos em comissão. Esses estão todos aqui. Nós ficamos alegres, eu torço pela Emater, tenho uma ligação muito grande com a área rural, mas esse projeto é muito superficial, isso depois de quase quatro anos de negociação?. Edital também é questionado na ALE O bate-rebate entre Ronaldo Medeiros e Edval Gaia prosseguiu. Medeiros disse que o edital de licitação dos transportes públicos excluiu as cooperativas e que impõe condições aos que vencerem que só trarão prejuízos, um deles que o proprietário terá que trocar o veículo por um novo em 2012. ?Reuni-me com um grupo de oito transportadores ontem, cinco tinham comprado carro esse ano. Então você tem uma van nova, com ar, DVD para dar conforto ao usuário, um cidadão desse vai entrar numa licitação tem que trocar o carro no próximo ano, se ganhar. Vai viver de que depois? Vai pagar esse carro como??, questionou o parlamentar. Ele disse que por conta do edital, que considera injusto, pediu à Casa a realização de uma audiência pública na segunda-feira para discutir o assunto. O requerimento entrou na ordem do dia de ontem, mas acabou sendo alvo de pedido de vista pelo deputado Edval Gaia, que após a solicitação percebeu que não havia quórum para votação, o que foi confirmado pela presidência da Casa após a contagem dos presentes.