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Sasil pode receber incentivos do Estado

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Entre os frutos colhidos após o esforço do governo do Estado e do próprio chefe do Executivo, Teotonio Vilela Filho (PSDB), para atrair mais de duas dezenas de indústrias da promissora Cadeia Produtiva da Química e do Plástico para Alagoas, durante a gestão tucana, um deles foi apontado pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal como pertencente ao grupo empresarial baiano que teria sonegado R$ 1 bilhão em impostos, por meio de 300 empresas ?laranjas? distribuídas pelo Brasil e por países conhecidos como paraísos fiscais. O esquema apontado pela PF como sendo liderado pelo Grupo Sasil foi alvo da Operação Alquimia, que prendeu 23 pessoas no último dia 17 e fez buscas em 18 estados, inclusive na unidade da Sasil em Alagoas. Há pouco mais de três meses, durante a 13ª Feira Internacional da Indústria do Plástico (Brasilplast), entre 9 e 13 de maio, em São Paulo, o governador Teotonio Vilela Filho e o secretário estadual do Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, negociaram a concessão de incentivos governamentais para atrair seis novas indústrias da cadeia plástico-química, robustecida pela ampliação da Braskem, através da construção de sua nova planta no Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro. Entre as novas indústrias, estava a empresa Sasil Comercial e Industrial de Petroquímicos Ltda. Empresa planeja investir em 2012 O titular da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplande), Luiz Otavio Gomes, justificou à Gazeta, na última sexta-feira (26), que a medida que assinou por meio do Conedes visava apenas assegurar os novos investimentos, diante da iminência de início da Reforma Tributária e da consequente suspensão dos incentivos em todos os estados. A medida ad referendum que assinou seria praxe nos estados nordestinos, em época de ameaça aos incentivos fiscais, como nos momentos de retomada do debate da reforma tributária. A reportagem quis saber se o Estado vai manter o interesse em conceder incentivos fiscais à empresa investigada por sonegação de R$ 1 bilhão em impostos. E Luiz Otávio disse não poder responder objetivamente.

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