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Dilma quer mais coragem do Congresso

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Garanhuns-PE ? Um dia depois de anunciar a aliados a elevação do superavit fiscal em R$ 10 bilhões como forma de garantir a redução dos juros e dos gastos públicos para o enfrentamento da crise na economia mundial, a presidente Dilma Rousseff visitou ontem a terra natal de seu padrinho político, o ex-presidente Lula, minimizando as homenagens a seu antecessor e demonstrando sua insatisfação com a base aliada no Congresso, afoita por apreciar, em breve, matérias que criam novas despesas para a segurança e a saúde. ?Eu só não quero presente de grego!?. Foi o que disse Dilma, antes de anunciar a estratégia de seu governo para a melhoria na saúde pública, ao ministrar em Garanhuns a aula inaugural do novo curso de Medicina da Universidade de Pernambuco (UPE). A declaração foi dada pela presidente a duas rádios locais convidadas para uma ?coletiva? concedida logo que desembarcou em solo pernambucano, em Caruaru (PE). Presidente abriu aula inaugural em PE Apesar de suas primeiras falas na manhã de ontem sugerirem uma atitude de ?lavar as mãos? para a resolução dos problemas da saúde pública por meio da Emenda 29, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o convite do governador aliado Eduardo Campos (PSB) para ministrar a aula inaugural da primeira turma do curso de Medicina da Universidade de Pernambuco (UPE), em Garanhuns, e anunciou um novo programa que deve ser concluído até outubro pelos ministérios da Educação e da Saúde. E visa criar mais 4.500 novas vagas em cursos de medicina no País, em faculdades instaladas no interior dos Estados, com ênfase no Nordeste. ?Temos uma estratégia de melhoria da saúde pública para o País, com olhar para todo o território nacional, porque todos têm direito à saúde com qualidade e humanidade. Espero poder contar com vocês, estudantes e futuros médicos?, disse a presidente, antes de dizer que o Nordeste tem 28% da população brasileira, mas apenas 17% dos médicos do País.

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