Política
Governo quer premiar policiais por apreens�es
A Assembleia Legislativa, que tem sido palco de constantes debates sobre a violência em Alagoas, recebeu ontem dois projetos de lei que tentam frear a criminalidade e as críticas da opinião pública, principalmente de quem já sofreu na pele algum tipo de agressão. Um deles dispõe sobre a concessão de incentivo financeiro aos policiais militares e civis responsáveis pela apreensão de armas de fogo em situação irregular e drogas ilícitas. Pelo projeto, cujo conteúdo foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial, os valores a serem pagos pelas armas vão de R$ 200 a R$ 400. São citados no projeto, revólver, pistola, espingardas, carabina , fuzil ou metralhadora. Já a apreensão de drogas poderá render aos policiais entre R$ 10 a R$ 3.200, dependendo da quantidade. A lei considera arma de fogo em situação irregular, ?aquelas que, exclusiva ou concomitantemente, não possuírem registro no órgão competente ou estiverem sendo portadas ilegalmente?. Outros critérios são estabelecidos. João Beltrão é recebido por colegas Eram 15h20 quando ele chegou. Foi anunciado com honras por Fernando Toledo (PSDB), presidente da Assembleia, que cuidou de dar ?as boas-vindas ao deputado?. A sessão havia começado há pouco quando João Beltrão (PRTB) entrou no plenário, sendo recebido com sorrisos e cumprimentos por parlamentares. Sentou na mesma ala de Cícero Ferro (PMN), que da mesma forma que ele estava afastado do mandato. Com uma diferença: Ferro não venceu a eleição e ficou na condição de suplente. Assumiu com a licença do deputado Maurício Tavares (PTB). João Beltrão, ao contrário, foi um dos mais votados. Obteve 31.542 votos mas não pôde assumir o cargo porque foi considerado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e em seguida pelo TSE, com base na Lei da Ficha Limpa. Além de não assumir, teve prisão preventiva decretada assim que perdeu a imunidade parlamentar, acusado na morte do Cabo Gonçalves, em 1996. Permaneceu foragido até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Lei da Ficha Limpa só valerá para 2012. Sua defesa recursou e ele pôde retomar o mandato e a imunidade, que o impede de ser preso.