Política
Or�amento j� mobiliza os tr�s Poderes
Todo ano a história se repete. De um lado o governo, do outro os poderes constituídos. Enquanto o primeiro ?sua a camisa? para mostrar que as finanças do Estado não permitem um reajuste além do que a arrecadação permite, quem está na outra ponta da história, os chefes de poderes, lutam para mostrar ao Executivo que sem aumento em seus Orçamentos anuais não terão como se manter, a não ser na base do ?assando e comendo?, como se afirma no dito popular. Este ano a situação não é diferente. As conversas entre governo e os poderes seguem a todo vapor e esta semana o Orçamento público deverá ser consolidado. O governo já sentou para conversar com praticamente todos os poderes, mas o mais difícil é bater o martelo em relação às cifras pedidas. De antemão, o secretário do Planejamento, Orçamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, confirma que todos os poderes solicitaram aumento no seu duodécimo. ?Posso dizer também que essa solicitação foi bastante razoável. E que infelizmente, tecnicamente, não vai ser possível atender 100% do que foi solicitado?, adianta. Assembleia deve pedir R$ 150 milhões para 2012 A certeza dos chefes de poderes é que com o Orçamento atual não dá para sobreviver. O presidente da Assembleia, deputado Fernando Toledo, é categórico: ?É um ponto pacífico. A Assembleia não permanecerá com esse Orçamento que nós temos nos últimos três anos, por impossibilidade de fazer. Nós temos compromissos a ampliar na Casa?, diz ele, ao citar o Plano de Cargos e Carreira dos servidores e o reajuste dos salários dos deputados, que ainda não foi implantado. O parlamentar confirmou que a Assembleia recebeu R$ 127 milhões de Orçamento, e não R$ 119 milhões, como havia sido fixado. O dinheiro veio em forma de suplementação, mas o parlamentar entende que é preciso se aprovar um Orçamento real, para evitar recorrer à suplementação. A Gazeta apurou que a ALE vai pedir R$ 150 milhões para 2012. Quando questionando, Fernando Toledo respondeu: ?Não há esse número. Não tem fundamentação. Se não me falha a memória, o número que se coloca para uma discussão, fica entre R$ 145 ou R$ 147 milhões, me parece?, afirma.