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Ufal acumula mais de 15 greves

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Algumas reivindicações que motivam greves na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) continuam as mesmas de 31 anos atrás, quando aconteceu a primeira paralisação, ainda no governo Figueiredo. Durou 26 dias, envolveu 19 universidades e resultou em aprovação de novo plano de carreira e reajuste de 70% para os professores e 82,25% para os servidores. Desde então foram 15 paralisações até 2007. E, segundo entidades de classe, houve também outros ganhos. Na semana passada, os docentes decidiram pela greve, acompanhando os servidores, parados há 84 dias. Além das questões salariais, em que os professores cobram equiparação com os servidores do Ministério da Ciência e Tecnologia, a pauta inclui melhoria nas condições de trabalho e contratação de pessoal. Movimentos têm um novo perfil Mesmo com algumas reivindicações sendo as mesmas, o contexto histórico e político se encarregou de conferir significativas diferenças entre as primeiras greves e as mais recentes. ?O ambiente universitário é o espaço próprio para se discutir contradições. Por isso, deveria ser o mais propício para o tipo de debate que as greves propõem. Mas houve um refluxo. Com [a era] Lula, os antigos companheiros viraram o ?patrão?. Hoje, o próprio conceito de greve é outro?, defende o presidente da Adufal, Antônio Passos, em parte referindo-se à mudança de conjuntura que levou alguns dos ex-dirigentes do movimento sindical para o governo. A democracia permitiu que os servidores promovessem protesto durante a visita da presidente Dilma a Arapiraca, em julho. Mas, na semana que passa, boa parte de professores e alunos continuava em plena atividade, mesmo depois de decretada a paralisação dos docentes. Grevistas viram lideranças políticas Na época da mobilização dos estudantes de Arquitetura, a UNE (União Nacional dos Estudantes) era uma entidade clandestina e as reuniões de dirigentes estudantis tinham de ser secretas. ?Era o início do curso, que estava para formar sua primeira turma, mas ainda convivia com a carência de muita coisa. Faltavam professores. Por isso, fizemos aquela mobilização?, relembra Taís Normande, sobre o movimento lá pelos idos de 1978. ?A reivindicação era contratação de professores, mas a luta pela redemocratização perpassava aquele movimento. O reitor era indicado pelo MEC e havia o anseio entre os estudantes de que essa escolha fosse da comunidade acadêmica?, relembra. Era a retomada do movimento estudantil, quando despontaram na Ufal lideranças como o hoje deputado federal por São Paulo Aldo Rebelo (PCdoB).

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