Política
A��o do MP gera crise entre petistas
A semana passada foi trágica para o Partido dos Trabalhadores (PT) em Alagoas. A sigla que governa o País desde o ano de 2003, teve sua única prefeita alagoana eleita em 2008, Sânia Tereza Teixeira (PT), de Anadia, presa pela suspeita de mandar matar o vereador Luiz Ferreira de Souza (PPS), e viu o nome do ex-deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o ?Paulão? (PT), ser incluído entre os 16 parlamentares e ex-parlamentares que se tornaram réus da ação civil pública de responsabilidade por atos de improbidade administrativa, ingressada pelo Ministério Público Estadual (MP/AL). Não bastasse a situação complicada da prefeita de Anadia e o constrangimento de ter um dos maiores nomes do PT em Alagoas consolidado entre os acusados de desviar mais de R$ 300 milhões do Poder Legislativo, um dos mais novos eleitos pelo partido no Estado, o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), ao sair em defesa de Paulão, expôs uma ?nova informação? que, se fosse verdade, não apenas agravaria a situação do já enrascado ex-deputado, como deixaria seu colega de Legislativo, Judson Cabral (PT), em maus lençóis com a Justiça. Brito fala em ?mal-estar? no PT Abordado após a sessão da última quinta-feira (15), Judson Cabral limitou-se a afirmar que a situação exposta pelo colega deputado ?não procede, não tem nenhuma vinculação e não existe?. ?Minha campanha foi em 2002. E a questão de que o Paulão está se defendendo é de 2004. O Ronaldo já reconheceu o equívoco. E ele próprio vai desfazê-lo?, disse Judson. A Gazeta não conseguiu contato com o ex-deputado Paulão por meio de seu telefone celular e de ex-assessores. Mas o presidente do PT em Alagoas não poupou os adjetivos negativos ao afirmar à reportagem, na tarde de sexta-feira passada, que as declarações de Ronaldo Medeiros foram ?infelizes, incorretas, intempestivas, desnecessárias e inconvenientes?.