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Futuro conselheiro � sabatinado na ALE

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O candidato a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Anselmo Brito, passou por uma sabatina dos deputados estaduais. Ele foi o indicado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), a partir de uma lista em que constava o nome de outro auditor. E, se nomeado, será a primeira vez que um conselheiro será servidor ingresso no Tribunal via concurso público. Apesar de ter recebido congratulação de vários deputados pelo currículo que apresentou (aprovado em concurso para juiz federal, em 1º lugar para a Controladoria Geral da União e para o Tribunal de Contas de São Paulo, além de ter sido auditor da CGU e da Receita Federal) e ser tratado como futuro conselheiro por alguns deles, o processo legal para a escolha ainda prevê uma votação em plenário. A arguição foi realizada após a sessão plenária da Assembleia Legislativa de ontem, a cargo das comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento e Finanças, que analisam questões jurídicas e orçamentária envolvendo as contas públicas do Estado ? o que inclui o Tribunal de Contas. Deputado não quer ?carrasco? O deputado estadual João Beltrão (PRTB) falou da relação entre conselheiros do TCE e os prefeitos, um dos principais focos da atividade do tribunal. Beltrão disse ter sido prefeito e exortou o candidato a conselheiro a ser ?mais amigo dos prefeitos do que um carrasco?. O presidente da CCJ, deputado Joãozinho Pereira (PSDB), desejou sucesso ao futuro conselheiro, e o deputado Jeferson Morais questionou-o sobre o motivo de ter escolhido Alagoas, uma vez que, tendo sido aprovado em tantos concursos públicos poderia trabalhar em qualquer outro estado. O auditor disse que, como nordestino (ele é maranhense), o apraz estar na região. O deputado Edval Gaia, que é também líder do governo na Assembleia, não fez questionamentos diretos ao candidatos; enalteceu seu currículo, mas recomendou que, ?chegando lá, que olhe [para administradores sob a fiscalização do TCE] não com o peso da caneta, porque a orientação é mais importante?. Deputado Olavo Calheiros deposita voto na urna, na ALE A Assembleia Legislativa derrubou quatro vetos que o governador Teotonio Vilela Filho tinha feito a matérias aprovadas pelos deputados. No entanto, essas não foram as votações que podem levar ao destrancamento da pauta na Casa: pela legislação, enquanto houver vetos do governador pendentes de votação em plenário, nenhuma outra matéria pode ser votada ? daí o termo trancamento. Ainda estão pendentes de análise os vetos de Vilela à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Essa é a lei que define os critérios para elaboração do Orçamento do Estado para o ano seguinte e depois de enviada pelo governo à Assembleia sofreu mudanças da parte dos deputados. Foram essas alterações que levaram o governador a impor os vetos.

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