Política
Padre denuncia persegui��o pol�tica
FERNANDA MEDEIROS O padre Cícero Luiz, administrador paroquial dos municípios de Flexeiras e Joaquim Gomes, acusou a prefeita de Flexeiras, Silvana Costa Pinto, de ter-lhe impedido de celebrar missas na igreja local, sob a alegação de que ele estaria fazendo campanha política dentro do templo religioso, para candidatos que são adversários políticos da prefeita. ?Tudo começou quando em uma das missas eu mostrei a cartilha política da arquidiocese, explicando aos fiéis como votar. Um vereador estava assistindo à missa e levou o fato ao conhecimento da prefeita, que é ligada ao governador Ronaldo Lessa. Ela não gostou e me acusou de estar fazendo campanha eleitoral dentro da igreja e me proibiu de realizar as missas?, denunciou. Obras Padre Cícero Luiz afirmou que a cartilha é uma forma de ensinar os leigos a votar, mas não aponta em quem votar. ?Todos são livres para votar em quem quiser. Não indicamos nomes de candidatos?, salientou. Ainda segundo ele, a partir do momento em que a prefeita soube da apresentação da cartilha dentro da igreja, ela mandou suspender as obras de reforma do templo. ?Na semana seguinte ao acontecimento, as obras foram interrompidas. Até aí tudo bem, mas passado um mês, a prefeita e os secretários municipais de Administração, Saúde e Educação vieram conversar comigo e perguntaram qual a minha posição política. Disseram, ainda, que quando há alguém que não apóia os candidatos deles é considerado inimigo político. Acredito que isso tudo aconteceu porque eles descobriram que sou amigo particular da deputada Lucila Toledo (PTB)?, revelou, acrescentando que não é político e que apóia o candidato que quiser. ?Sou livre e tenho os meus candidatos?, destacou. Escolha O religioso revelou, também, que passado mais um mês ele esperou a situação se acalmar, mas percebeu que continuou sendo perseguido. ?Inclusive, a prefeita retirou a sacristã da igreja e a funcionária da casa paroquial, ambas pagas pelo município. Ela disse que as funcionárias tinham de escolher: a igreja ou o serviço público?, denunciou. Segundo o pároco, o motorista que trabalha para ele, e é funcionário da Secretaria Municipal de Saúde, também foi perseguido e ameaçado de perder o emprego. ?Isso porque, nos fins de semana, ele trabalha para mim?, destacou. E a denúncia não termina por aí. De acordo com o padre Cícero, quando ele voltou à igreja, mesmo sem ter terminado a reforma, foi impedido de realizar missas. ?Quando estávamos arrumando a igreja, o secretário de Obras e Urbanização mandou parar tudo e levou a chave. Tive de solicitar uma liminar ao juiz Gilvan de Santana, da nossa comarca, para poder voltar a realizar as missas semanais. Só estou celebrando as missas por causa dessa liminar que nos foi concedida?, declarou, acrescentando que resolveu levar o fato ao conhecimento público, para que a sociedade saiba o que o povo sofre por não poder expressar suas vontades. ?Isso é inadmissível, pois todos nós somos livres para escolher nossos candidatos?, finalizou.