Política
Comerciantes rejeitam Ronda Cidad�
Três dias depois de alertarem autoridades responsáveis pela segurança pública no Estado de que deixariam de pagar impostos em protesto contra a insegurança e a falta de atuação da Polícia Militar de Alagoas (PM) no entorno de seus estabelecimentos, comerciantes da Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço, decidiram ontem reforçar as cobranças por mais segurança e manter a posição de aguardar um mês, antes de entregar um abaixo-assinado ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), oficializando a decisão pela sonegação dos impostos. De braços cruzados e mostrando que a mobilização irá além da troca de e-mails com os órgãos públicos estaduais, os empresários falaram para a Gazeta ontem à noite e reafirmaram a insatisfação com a atuação do Estado contra o crime na localidade. Apesar de terem recebido a atenção do comandante da PM, coronel Luciano Silva, para solucionar o caso, os comerciantes demonstraram ontem que não estão dispostos a aceitar a nova forma de policiamento por viaturas, nos moldes do projeto Ronda Cidadã, em que é distribuído o telefone celular da guarnição em atividade no policiamento ostensivo, para que seja facilmente informada sobre ocorrências nas regiões fatiadas por quadrantes. Vítimas se recusam a pagar imposto Depois dos recorrentes assaltos praticados contra clientes e estabelecimentos da Avenida Comendador Leão, os comerciantes esgotaram a paciência com as autoridades locais da segurança pública nesta última semana, quando o contador Marcos André Cavalcanti revelou que, após ser assaltado e conseguir parar uma viatura da Polícia Militar, recebeu a proposta de pagar para que os policiais exercessem serviços particulares de segurança patrimonial. Agora, o objetivo do grupo seria expor, oficialmente, a situação a autoridades do governo federal e à bancada alagoana no Congresso Nacional. ?O abaixo-assinado terá como objetivo a suspensão dos tributos, por conta da falta de policiamento na Avenida Comendador Leão. Vamos esperar estes 30 dias. Se o problema não for solucionado, encaminharemos o abaixo-assinado para o comando da PM, ao Palácio República dos Palmares e às autoridades em Brasília (DF)?, disse o contador.