Política
Tropas do Ex�rcito v�o fiscalizar elei��es no RN
Natal e Brasília ? Tropas do Exército serão convocadas para acompanhar as eleições em municípios do Rio Grande do Norte. Os juízes eleitorais temem que atos de violência possam causar problemas no dia da votação. Os soldados deverão atuar em oito municípios: além da capital, Natal, as eleições serão fiscalizadas em Caicó, Serra Negra do Norte, Macau, Areia Branca, Mossoró, Apodi e Caraúbas. Os juízes eleitorais desses municípios manifestaram sua preocupação com relação à segurança do pleito. Todas as cidades mencionadas são conhecidas pelos altos índices de criminalidade que exibem em relação ao resto do Estado. A requisição dos juízes já foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Agora caberá à Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte negociar com o comando do exército como será feita a operação e quantos homens serão deslocados. Multa O TSE condenou a Petrobras a pagar multa em torno de R$ 53 mil por fazer campanha institucional considerada irregular, porque foi realizada a menos de três meses das eleições sem a autorização judicial exigida por lei. A empresa veiculou propaganda sobre a construção de uma nova plataforma de petróleo, após fracassar na tentativa de obter direito de resposta no programa eleitoral gratuito do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se defender de crítica do petista a esse projeto. O processo, movido pelo PT, foi julgado quarta-feira à noite. Parte dos ministros considerou que o próprio tribunal, particularmente o ministro-auxiliar Caputo Bastos, havia cometido uma falha que induzira a empresa ao erro. Bastos negara o pedido de direito de resposta afirmando que o caso poderia merecer uma campanha de esclarecimento, mas não a aparição de um representante dela no programa do PT. A Petrobras argumentou em sua defesa que havia sido autorizada por Bastos e que não era uma campanha publicitária, e sim de esclarecimento. O presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, deu o voto de Minerva pela aplicação da multa e disse que a decisão deveria servir de ?advertência? para o próprio Tribunal. ?A multa não significa nada em termos econômicos, mas é uma advertência aos órgãos públicos e a nós, ministros, que não temos nada que nos meter em questões fora dos autos?.