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Governo n�o fecha acordo com a Caixa

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A delegação de representantes da direção nacional da Caixa Econômica Federal, que teve encontro com dirigentes do governo, em reunião no Palácio República dos Palmares, não veio tratar de uma solução para o impasse das casas destinadas aos flagelados das enchentes do ano passado. Há mais de um ano vivendo em acampamentos definidos como ?campos de refugiados?, os desabrigados disseram ter sido pegos de surpresa com o anúncio de que, em vez de receber as casas, terão de pagar por elas. Há cerca de 17 mil casas populares em construção nas cidades afetadas, que serão financiadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. O valor das prestações varia de R$ 50 a R$ 160, e o anúncio pegou de surpresa também prefeitos dessas cidades e a própria cúpula do governo. Em entrevista à Gazeta, publicada na edição de quarta-feira (12), o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) admitiu que ?ninguém prestou atenção nessa regra? (compra dos imóveis em vez de doação), pois, segundo ele, as atenções estavam voltadas para agilizar as construções. Estado diz que vai pagar pelas casas Sobre o impasse da comercialização das casas destinadas aos desabrigados das enchentes do ano passado, os representantes da Caixa disseram que cabe ao governo do Estado buscar as soluções e o interlocutor tem de ser o governo federal. ?E isso já está sendo feito. Alagoas está buscando as alternativas?, disse Occhi, referindo-se ao encontro que o governador Teotonio Vilela Filho teve com Jorge Fontes Hereda, presidente da instituição, há duas semanas. ?O programa foi criado por lei federal, que estabelece minuciosamente todos os critérios de adesão e os casos em que não se pode incluir interessados. São regras que vinculam até a atuação do Ministério também?, endossou o superintendente nacional de Habitação de Interesse Popular, André Marinho. Em linhas gerais, explicaram que as negociações têm de ser feitas em âmbito de governo com a direção nacional da instituição.

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