Política
Auditor do TC critica colega conselheiro
O conselheiro do Tribunal de Contas de Alagoas, Anselmo de Almeida Brito, não tem a independência que poderia ter alguém ?que é concursado, que não tem compromisso com ninguém?. A afirmação é de João Batista de Camargo, integrante do corpo de auditores do TCE ? cargo de onde veio o novo conselheiro. Para ele, é por ?seguir a cartilha do Tribunal? que Anselmo Brito ganhou a vaga ? que ele considera que deveria ser sua. Para o auditor, a explicação para ter sido preterido na escolha é justamente ter uma postura inversa à do novo conselheiro. ?Eu sou independente?, afirma. Camargo diz estar em vias de deixar Alagoas e retornar para o Banco Central, onde trabalhava antes de passar no concurso para auditor do Tribunal. ?Meu pedido de retorno já foi deferido?. Ele acrescenta que foi devido a esta independência que perdeu a condição de conselheiro substituto, que desempenhava até meados de 2010, quando foi trocado pelo então presidente do TCE, conselheiro Isnaldo Bulhões. Ser auditor, mas responder (ainda que temporariamente) como conselheiro, teria sido um dos critérios que pesaram para Anselmo Brito ficar com a vaga em caráter definitivo. ?O meu currículo é melhor que o dele? Segundo o auditor João Batista Camargo, ao fazer a escolha, o chefe do Executivo estadual não precisa escolher o mais antigo no cargo ? o que vincularia a escolha a seu nome. ?Mas ele tem de apresentar uma fundamentação, demonstrando porque o nome de um e não de outro?, diz. E acrescenta que, se o critério adotado foi o de currículo ? como informado ? mais uma vez a escolha apontaria para seu nome. ?O meu currículo é melhor que o dele [Anselmo]?, diz. E relaciona a experiência de sete anos no Tribunal de Contas da União (TCU), como auditor federal de Controle Externo; no Banco Central, Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e na Telebrás e as colocações obtidas em concursos para o mesmo cargo em que foi aprovado em primeiro lugar em Alagoas: 1º lugar no concurso para auditor, em Rondônia; 4º, no Amazonas e 6º no Mato Grosso.