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Sindic�ncia pode demorar at� tr�s anos

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No dia seguinte à publicação na Gazeta da denúncia de erro médico que deixou em estado vegetativo a professora da rede estadual Gisela Patrícia Campos de Oliveira, 35, instituições envolvidas na apuração do caso demonstraram, ontem, que estariam empenhadas em investigar e punir os culpados pelo que a família da paciente chama de ?sequência de horrores? e ?tentativa de homicídio?. Mas, apesar de o Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal) dizer ontem que os médicos envolvidos podem ter o exercício profissional da medicina suspenso preventivamente a qualquer momento, o caso somente deverá ter seu efetivo desfecho em pelo menos três anos de tramitação sigilosa de um eventual processo ético a ser aberto ao final da sindicância, instalada desde 27 de maio. Hospital não admite erro médico O presidente do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), Fernando Pedrosa, concedeu entrevista coletiva ontem e afirmou que a instituição que representa não estaria omissa com relação à denúncia feita pelo noivo de Gisela, Carlos André Severino. ?Se houver necessidade de suspensão preventiva de algum médico envolvido no caso, já durante este processo inicial de sindicância, a decisão será tornada pública. Mas a conclusão de todo o processo ético que pode ser aberto dura, geralmente, até três anos para ser concluída. Qualquer vazamento de informação favorece quem é acusado, e o processo é anulado. A sindicância costuma demorar mais que o processo, pela complexidade técnica dos casos. Mas haverá respostas punitivas para quem for responsabilizado por um eventual erro médico. O que pode resultar desde uma advertência sigilosa à suspensão definitiva do exercício profissional?, disse Fernando Pedrosa. Pedrosa disse ter tido acesso a todos os prontuários médicos. Mas negou que enviaria parecer para auxiliar o trabalho da polícia, como sugeriu o delegado Robervaldo Davino à Gazeta na última semana.

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